Olha eu na Polônia! Começando por Varsóvia!

Varsóvia_postal frente Varsóvia_postal verso

Finalmente, cheguei à Polônia! Sempre tive curiosidade de conhecer este país que tanto ouvi falar nas aulas de história do colégio. Planejei passar 5 dias por lá, conhecendo 3 cidades: Varsóvia, Cracóvia e Breslávia (Wroclaw). Neste post vou falar da minha passagem por Varsóvia e nos próximos tratarei de Cracóvia e Breslávia (Wroclaw).

Mapa da Polônia com as cidades visitadas
Mapa da Polônia com as cidades visitadas

Chegamos em Varsóvia às 6:50 da manhã, mas o ônibus da Polski não chega na rodoviária e sim na estação de metrô Młociny(1). De lá, peguei o metrô até a estação Centrum(2) e caminhei até o Warsaw Downtown Hostel(3). Estava muito cedo para o check in, mas eles me deixaram tomar café da manhã, tomar banho e guardar minha bagagem. Esse hostel é pequeno, mas bem legal e os funcionários são muito prestativos. Ficamos em um dormitório feminino com banheiro privativo, cuja diária custou 68 zlots poloneses, o equivalente a €17. O forte dele é a área de convívio: sala de estar bem aconchegante, com livros e jogos de tabuleiro; sala de jantar, onde os hóspedes se juntam a noite para saborear as comidas oferecidas pelo hostel e interagir um pouco; e cozinha, onde as pessoas podem preparar suas refeições e onde o café da manhã (muito bom, por sinal!) é servido. Só achei que ele fica um pouco escondido, dentro de uma vila. Fica entre as estações de metrô Politechnika(4) e Centrum e a caminhada para o centro histórico leva cerca de 30minutos.

Resolvi fazer o free walking tour que conta a história do comunismo. Caminhei até a Palmeira(5), local de encontro do tour. Ela não é natural, é uma obra de arte moderna, idealizada pela artista Joanna Rajkowska, que foi instalada em 2002 na avenida Al. Jerozolimskie, que significa rua Jerusalém, como forma de homenagear Israel .

Palmeira - um dos pontos de encontro da cidade
Palmeira – um dos pontos de encontro da cidade

O guia do tour falou do período em que a União Soviética ocupou a Polônia (logo após o fim da Segunda Guerra Mundial). Mostrou a antiga sede do governo comunista(6), o prédio onde ficava a Censura(7), falou de como os turistas passeavam pela cidade durante o período (acompanhados de um guia da Polícia), como era difícil conseguir um passaporte e viajar para fora do pais e um pouco da arquitetura comunista. Fomos até a praça da Constituição(8), de onde saiam as marchas comunistas, destacando a importância do governo destacar os trabalhadores em detrimento de artistas e cientistas, falou do período em que os tanques de guerra ocuparam a praça e do partido Solidariedade, que lutava contra os comunistas.

Antiga sede do Governo Comunista

O tour terminou no Palácio da Cultura e da Ciência(9), mais um “bolo de aniversário de Stalin”, prédio belíssimo, construído em apenas 3 anos, onde hoje acontecem concertos, shows e demais eventos relacionados com a cultura e com a ciência. É possível subir até o topo do palácio para observar a vista da cidade, o que custa €12.

Mais um "bolo de Stalin" - Palácio da Cultura e da Ciência
Mais um “bolo de Stalin” – Palácio da Cultura e da Ciência

Segui a recomendação do guia e fui comer em um Milk Bar(10), um estilo de cantina muito típica durante o comunismo que hoje é muito frequentada por locais que buscam comida local boa e barata. Não tem cardápio em inglês e não servem bebida alcoólica. Comprei um combo por 19,90 pln (€5) com salada, sopa, um prato bem generoso de peito de frango grelhado com molho de queijo e kaskas (um cereal, tipo um cuscuz diferenciado). Existem vários restaurantes como esse pela cidade, para identificar basta procurar o letreiro com a vaquinha.

Milk Bar - típica cantina polonesa
Milk Bar – típica cantina polonesa
Bandejão delícia do Milk Bar
Bandejão delícia do Milk Bar

Fui caminhando em direção à Cidade Velha, passando pelo Memorial ao Soldado Desconhecido(11), onde tem a troca da guarda.

Memorial ao soldado desconhecido
Memorial ao soldado desconhecido

Passei pela Coluna de Sisgmund(12), fui até a praça central do antigo mercado(13), onde tem a escultura da sereia(14), um dos símbolos da cidade, e depois voltei, parando no Palácio real(15) para ver a exposição sobre a Guerra Fria (gratuita) e segui para o Hostel pela Nowy Swiat(16), rua que foi totalmente reconstruída após a segunda guerra, e hoje é repleta de cafés, restaurantes e lojinhas.

Coluna de Sisgmund
Coluna de Sisgmund
Praça central do antigo mercado
Praça central do antigo mercado
Um dos símbolos de Varsóvia: a Sereia
Um dos símbolos de Varsóvia: a Sereia
Palácio real
Palácio real
Exposição sobre a Guerra Fria no Palácio Real
Exposição sobre a Guerra Fria no Palácio Real
Nowy Swiat - rua que foi totalmente reconstruída após a 2ª Guerra Mundial
Nowy Swiat – rua que foi totalmente reconstruída após a 2ª Guerra Mundial

Voltei logo para o Hostel, pois estava tendo uma manifestação a favor do acolhimento aos refugiados da Síria, e o clima estava meio tenso, com muitos policiais.

Manifestação pró-refugiados
Manifestação pró-refugiados

O Hostel estava oferecendo esta noite um jantar polonês (grátis). A recepcionista cozinhou umas batatas recheadas com carne e serviu sopa de beterraba de entrada. Resolvi ficar descansando e esperando Carina chegar.

Jantar polonês oferecido pelo hostel
Jantar polonês oferecido pelo hostel

No dia seguintes, saímos logo cedo, pois nosso ônibus para Cracóvia era às 13:00. Fomos caminhando para a cidade velha. Tinha um free walking tour pela Cidade Velha às 10:30,mas não dava tempo. Fiz o mesmo caminho do dia anterior, sendo que fomos ainda ao Barbican(17), onde tem os resquícios da antiga muralha da cidade e da torre de proteção.

Barbican e pedacinho da antiga muralha da Varsóvia Medieval
Barbican e pedacinho da antiga muralha da Varsóvia Medieval

Voltamos para o Hostel para pegar as malas e seguimos para a estação (junto ao metrô Wilanowska(18)) para pegar nosso Polski bus para Cracóvia. Pela primeira vez, pegamos um ônibus lotado. Achava que iria dar over book. Depois descobrimos o porquê. Primeiramente, era domingo e muita gente estava retornando para sua cidade. Segundo, porque o ônibus que escolhemos, era um pinga pinga que parava em diversas cidades antes de chegar a Cracóvia, nosso destino final. Mas não sabíamos disso. Ainda bem que deu certo e conseguimos um assento, já que não tem lugar marcado.

Mapa Varsóvia editado

SITES ÚTEIS:

http://warsawtour.pl/en

http://www.inyourpocket.com/warsaw

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