Comidas de rua, comprinhas e mais um pouco de Bangkok – Tailândia

Olá, pessoal!

Como relatei no post anterior, em dezembro de 2017 embarquei, junto com três amigas, em uma incrível viagem pela Tailândia, um dos principais destinos turísticos do mundo atualmente. Começando pela capital, Bangkok, onde passamos três dias. As atrações turísticas já foram apresentadas e, neste post tratarei das minhas experiências com a incrível culinária tailandesa, além das comprinhas, da noite em Bangkok e das opções de transporte.

Panorâmica de Bangkok à noite

COMIDAS

Sem dúvidas, a alimentação é o que há de mais barato na Tailândia! Nas barraquinhas de rua, você consegue comer muito bem por 100 Bahts (R$10). Se quiser comer em restaurantes, como os de culinária internacional, fica mais caro, em torno de 250 a 300 Bahts (R$25 a R$30), o que é muito pouco se comparado ao Brasil. Muitos restaurantes, como os dos shopping centers, por exemplo, cobram 10% de taxa de serviço, além de 7% de imposto (VAT).

Em minhas viagens eu já havia provado e gostado muito da culinária tailandesa, principalmente o famoso Pad Thai, feito com um macarrão de arroz frito com diversos temperos, castanhas, ovo, broto de feijão e camarão (pode ser de frango ou de vegetais também). Por isso, cheguei a Bangkok louca para provar as comidinhas locais, principalmente as de rua. E foi o que fiz! Tirando o café da manhã no Bella Bella House, que era bem convencional (frutas, omelete e vitamina), todas as minhas refeições na cidade eram feitas na rua. Mas uma dica importante é só comer o que for feito na hora e na sua frente! Nada de comer aquelas comidinhas que ficam expostas por hora! Eu não podia arriscar passar mal no começo da viagem!

Pad Thai

Como ficamos hospedadas na rua Ram Butri, bem pertinho da Khaosan Road, opções de comidas não nos faltaram, pois essas ruas eram repletas de barraquinhas, assim como de restaurantes.

Restaurantes na rua Ram Butri

Nas ruas você encontra uma grande variedade de alimentos: frutas variadas, sucos, Pad Thai, peixes e frangos assados, frutos do mar, crepes, etc. Adotei o crepe como minha sobremesa oficial! São vários os recheios, mas eu gostei bastante do de banana com mel e o de banana com nutela. Ele custa em média 50Bahts (R$5). Infelizmente, não é nada fit, pois é frito no óleo e na manteiga!

Muitas frutas por todos os lados!
Peixes e frangos assados na hora em plena rua Ram Butri
Crepe frito na Ram Butri – minha sobremesa favorita na Tailândia

Ao final da rua Ram Butri, logo após uma rotatória, achamos uma feirinha com diversas barracas de comidas. Parece uma praça de alimentação a céu aberto. Vale muito a pena conhecer, nem que seja para observar a preparação das comidas. Porém, recomendo provar dos quitutes locais, principalmente o Pad Thai, que estava incrível! Um dos melhores que já provei! Pedi um de camarão que custou apenas 100 Bahts (R$10)! Essa feirinha é bem diversificada, mas tinham umas comidinhas que eu não encararia, como os pés de galinha e alguns frutos do mar.

Preparação de Pad Thai em feirinha de rua
Frutos do mar na feirinha de rua
Vai um pezinho de galinha aí?

Achamos um restaurante de comida tailandesa no meio da agitação da Ram Butri, que é bem simples, mas com uma comida deliciosa: Magic Thai Food. Provamos dois pratos: um de camarões ao molho de ostras e um arroz com camarões abacaxi e castanhas. Todos estavam deliciosas e custaram apenas 80 Bahts (R$8) cada.

Restaurante de comida tailandesa Magic Thai Food na Ram Butri
Camarões ao molho de ostras
Arroz com abacaxi, camarões e castanhas (delícia!)

Confesso que poderia ter provado mais, mas não conhecia a maioria das opções dos cardápios e os vendedores não conseguiam explicar em inglês. Na próxima, pesquisarei antes para me aprofundar mais na culinária local e diversificar mais um pouco, pois, após alguns dias, já não aguentava mais comer arroz e fritura. Queijo também me fez muita falta, pois eles não usam muito e, quando usam, é mais caro! Carne vermelha também era mais cara e a qualidade não era das melhores. Na dúvida, sempre ia no camarão e no frango!

COMPRAS

Não sou muito de fazer compras em minhas viagens, mas a Tailândia tem um artesanato belíssimo e com um ótimo preço. As cores e os elefantinhos me conquistaram! Porém, gosto de pesquisar e, por isso, deixei para comprar em Chiang Mai. Ao final, chegamos a conclusão que os preços não variam muito de uma cidade para a outra, basta pechinchar! Esse é o segredo! Nunca compre pelo preço inicial, dê uma contraproposta bem mais baixa e vá negociando! Mas isso só serve para as barraquinhas de rua, nos shopping centers isso não funciona (porém, vai que cola?!)! Os lugares para compras que frequentamos foram:

  • Khaosan e Ram Butri – a Khaosan é repleta de barraquinhas de roupas, bolsas, acessórios e souvenirs, e, ao longo dela, têm alguns bequinhos com outras opções. Confesso que achei meio bagunçado. Já na rua Ram Butri, a bagunça das barracas é menor e ainda tem a opção de algumas lojas mais arrumadas com produtos de melhor qualidade, consequentemente, mais caros.
Rua Khaosan durante o dia
  • Shopping Siam Paragon – foi o nosso primeiro contato com a “Bangkok moderna”, visto que só havíamos circulado pela região dos templos e da Khaosan. Adorei! Ele faz parte de um complexo de shoppings interligados por passarelas. O tuk tuk nos deixou em um desses (não anotei o nome), mais popular, porém, com os preços bem mais altos que os das barraquinhas da Khaosan. Todavia, no lado de fora tinha uma feirinha de Natal bem legal, com produtos diferenciados e ótimos preços, além de opções diversas de de comidas. Comi uns filés de caranguejo, camarões empanados e rolinhos primavera.
Vista de uma das avenidas da “Bangkok moderna”
Feirinha gastronômica de Natal
Provando os quitutes da feirinha

Depois seguimos para o Siam Paragon e nos deparamos com um belíssimo shopping, com lojas de grife (exemplo: Versace, Chanel e Rolex), outras mais fashion (Zara, H&M, Gap…), algumas de eletrônicos (Sony, Samsung, Toshiba…) e até uma área com showrooms de carros como BMW, Ferrari, Maserati e Lamborghini. Uma verdadeira atração turística! Mas, comprar que é bom, nada!

Siam Paragon por dentro
  • Shopping Terminal 21 – foi o lugar que escolhemos para passar nossas últimas horas em terras tailandesas, já que havíamos chegado de Ko Phanghan e tínhamos 12h antes de pegar o voo para o Brasil. Deixamos as malas no guarda volumes do aeroporto e pegamos um Uber para lá. A diária da mala pequena custa 100Bahts (R$10), a da média 120 Bahts (R$12) e 150 Bahts (R%15) a grande. É um shopping temático, cada andar faz referência a um país do mundo, como a Itália, o Japão e os EUA. No último tem até uma miniatura da Golden Gate de São Francisco. Os banheiros são uma atração a parte! Luxuosíssimos e também temáticos! Só fiquei com vergonha de fotografá-los. Assim, como nos demais shoppings da cidade, as compras não são tão baratas, mas valeu o passeio!
Shopping Terminal 21

NOITE

Ouvi dizer que Bangkok não dorme! São diversas baladas espalhadas pela cidade e que funcionam até o sol raiar! Mas não era isso que buscávamos e também essas boates ficavam mais afastadas da região em que estávamos hospedadas, concentrando-se mais na parte mais moderna da cidade. Quem sabe em uma outra ocasião?! O pouco que conhecemos da noite da capital tailandesa foi a agitação da Khaosan e o rooftop Sky Bar:

  • Khaosan – essa rua fica repleta de gente à noite, principalmente, em frente aos bares com música! Resolvemos curtir um pouquinho por lá. São vários os ambulantes vendendo bebidas, mas, se quer economizar, vale a pena comprar a bebida no Seven Eleven (uma conveniência que tem em toda a esquina das cidades tailandesas) que fica bem no meio da bagunça. A cerveja Chang de 600ml, por exemplo, custa 58Bahts (R$5,80), enquanto na rua sai por 100 Bahts (R$10) e nos bares por 120Bahts (R$12). Mas, como tudo que é bom dura pouco, às 23h, a seção de bebidas alcoólicas da conveniência é fechada. Confesso que não curti muito, pois é meio bagunçado e as músicas dos bares se misturam.
Curtindo a agitação da Khaosan
Nossa cerveja oficial da Tailândia: Chang

Na Khaosan, mais especificamente no bar The One, provamos nosso primeiro “bucket”. É um balde onde eles colocam os drinks! Vocês verão que esses baldinhos aparecerão sempre nos meus posts! hahahah! Pagamos 300Bahts (R$30) por um de Sex on the Beach!

O quarteto provando o famoso bucket da Tailândia
  • Sky Bar – é um dos rooftops (coberturas) mais badalados de Bangkok e ficou famoso com o filme “Se Beber Não Case 2”! Ele fica no topo do Hotel Lebua, um arranha-céu, junto do renomado restaurante Sirocco, possuindo uma incrível vista panorâmica da cidade. Ele é muito procurado no pôr do sol, mas fomos mais tarde e ficamos impressionadas com a beleza das luzes de Bangkok! Funciona das 18h à 1h e é preciso estar bem vestido e as mulheres têm que calçar sapato fechado (pelo menos no calcanhar). Eles barram mesmo os mal vestidos!
Vista do alto do Sky Bar

Confesso que hesitamos em ir, pois as bebidas são muito caras e vimos que existem outros rooftops tão legais quanto e mais em conta, porém, ficavam mais afastados ainda do nosso hotel. Não nos arrependemos, apesar de ter bebido o drink mais caro da minha vida: 830Bahts (R$83,00) por um mojito com Chivas, sendo 710Bahts (R$71) pela bebida mais uma taxa de 10% de serviço e 7% de imposto! Nem pensem em subir para tirar foto sem consumir, pois não conseguirão, já que as garçonetes grudam em você até que façam o pedido! Tomamos nossos drinks, tiramos um montão de fotos e partimos, afinal impossível continuar bebendo naquele lugar!

Nossos drinks e as luzes de Bangkok

TRANSPORTE

Bangkok é uma cidade gigantesca e com um trânsito caótico, o que deve ser levado em conta na escolha do meio de transporte para evitar ficar preso horas nos engarrafamentos! As principais opções são:

  • Metrô – são três linhas, sendo uma subterrânea (Linha Azul – MRT), e duas de superfície (Skytrain). As passagens variam de 16 a 40Bahts (R$1,6 a R$4), dependendo da distância. Não atende a região do nosso hotel e dos templos que visitamos, por isso não usamos esse sistema;
  • Airport Train – são os trens que saem do aeroporto em direção ao centro. São duas linhas: a City Line (azul) e a Express (vermelha), sendo essa última uma linha expressa que vai direto do aeroporto até Makkassan. A passagem da mais lenta (leva cerca de 35min) custa 45Bahts (R$4,5) e a da expressa 90Bahts (R$9,0). Como expliquei no post anterior, até tentamos usar o trem, mas fomos induzidas a ir de táxi, o que acabou sendo melhor pelo conforto.
  • Táxi – evitamos usar, pois a maioria dos motoristas não fala bem inglês. Nas poucas vezes que tentamos usar, acabamos desistindo, pois ficava bem mais caro que o tuk tuk. Lembrar de pechinchar!
  • Uber – usamos bastante, inclusive no aeroporto. Vale muito a pena, pois os preços são ótimos e ainda tem a facilidade de não ter que explicar ao motorista o destino, já que o inglês não é o forte deles. Porém, eles demoram um pouco e, as vezes ,não param no lugar combinado. Dependendo do destino, o valor final fica diferente do indicado no taxímetro, pois, quando passa por pedágios, eles pagam, mas incluem no valor ao final.
  • Tuk tuk – a melhor opção para não pegar o trânsito, principalmente na região onde nos hospedamos. É uma verdadeira aventura, mas nos fez economizar tempo e dinheiro. Sempre negociar antes o valor!

  • Barco – são vários piers distribuídos ao longo do rio Chao Phraya, tanto para atravessar de um lado para o outro, já que não existem pontes de pedestres, quanto para se deslocar pelo rio. Usamos apenas para a travessia de um lado para o outro, quando fomos para o Wat Arun e pagamos apenas 4 Bahts (R$0,40) cada uma por trecho.

Conheci apenas um pedacinho de Bangkok. Precisarei voltar outras vezes para explorar melhor a cidade. Mas acho que consegui ter uma boa noção da cidade e as dicas que passei nesses dois posts já ajudarão bastante aqueles que visitarão a capital tailandesa pela primeira vez.

Continuem acompanhando meus relatos da Tailândia nos posts seguintes!

Até a próxima!

LEIA MAIS:

18 dias em terras tailandesas, começando pelos templos de Bangkok!

4 comentários

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