Uma tarde em Ayutthaya, a antiga capital tailandesa

Olá, pessoal!

Nossa segunda parada em terras tailandesas foi em Ayutthaya, antiga capital do país, que na época era conhecido como Reino de Sião. Em seu auge, no século XVIII, foi destruída pelo exército birmanês, que, além de saquear toda a cidade, destruiu os templos e decapitou os budas. Mesmo em ruínas, a cidade histórica foi reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Mundial, e, ao lado dela, foi surgindo a cidade nova.

Fica localizada a 80km ao Norte de Bangkok e são diversas as formas de se chegar a ela. Optamos por fazer a viagem de Bangkok até Ayutthaya da forma mais original, ou seja, de trem, junto com os locais. A viagem dura apenas uma hora e meia e é bem tranquila. Fiquei impressionada com o valor da passagem: 15Bahts (R$1,50)!! Havíamos pesquisado o táxi e ficava em torno de 1800 Bahts (R$180) para dividir pelas quatro. A desvantagem do táxi não era apenas o preço, mas também o trânsito. Por isso, acredito que nossa escolha foi a melhor! Os trens saem, praticamente, de hora em hora, por isso não precisa comprar antecipadamente, basta chegar um pouco antes à estação de trem Hua Lam Phong e comprar.

O quarteto embarcando no trem para Ayutthaya
Dentro do trem para Ayutthaya

Chegando à estação de trem de Ayutthaya, deixamos as malas no guarda-volumes (40Bahts =R$4 cada) e fomos caminhando até o centrinho da cidade, pois havíamos lido em blogs que era perto e que lá seria o melhor local para alugar bicicleta. Até que a andada não foi longa, mas, quem tiver com pouco tempo, vale a pena pegar um tuk tuk.

Caminhada para o centro de Ayutthaya

Fizemos um pit stop para almoçar em um restaurante bem charmoso no caminho (na avenida Rochana). Lá, apesar da dificuldade de comunicação, pois não falavam inglês, conseguimos o mapa e algumas dicas de locais para visitar. Seguimos caminhando e encontramos um local perto do Parque Phra Ram, ponto central para visitar as principais ruínas, para alugar a bicicleta. Já havíamos percebido na estação de trem e no restaurante onde almoçamos que os locais não falam inglês, nem o básico. Mas isso foi comprovado com o rapaz das bikes. O aluguel foi feito na mímica! Ainda bem que deu certo! Alugamos por 3 horas e custou 100 Bahts (R$10) cada.

Alugando nossas bikes!

Fizemos um tour passando pelas principais ruínas da região e terminamos, por acaso, em uma feira de rua gigantesca, com uma imensa variedade de comidas! Os principais templos antigos e ruínas cobram o acesso, mas nada muito caro, em média 50 Bahts (R$5). Na bilheteria dos templos, você pode comprar ainda um pacote com entrada para 6 templos por 220Bahts (R$22): Wat Mahatat, Wat Ratcha Burana, Wat Phra Sri Sanpetch, Wat Phra Ram, Wat Chai Watthanaram e Watmaheyong. Mas não estávamos dispostas a visitar tantos templos, queríamos mesmo explorar aquele pedacinho da cidade com nossas bicicletinhas. Seguem os pontos do nosso roteiro:

  • Ruínas do Wat Mahatat – fica junto ao Parque Phra Ram e a visita é paga: 50 Bahts (R$5). Ele é o mais visitado da cidade, pois é onde fica a famosa cabeça de Buda envolvida pelas raízes de uma árvore. Confesso que eu esperava uma cabeça maior, mas, mesmo assim, é impressionante como ela chegou ali!
Cabeça de Buda entre as raízes – Ruínas do Wat Mahatat
O quarteto posando com a cabeça de Buda – Ruínas do Wat Mahatat

Mas vale a pena separar mais um tempinho para dar uma volta pelas ruínas, pois o complexo é belíssimo, apesar de estar bem destruído.

Ruínas do Wat Mahatat
Buda quase inteiro – Ruínas do Wat Mahatat
Os birmânios decapitaram os Budas – Ruínas do Wat Mahatat
  • Wat Ratcha Burana – fica bem pertinho do Wat Mahatat e, originalmente, era um monastério budista rodeado por água. Hoje só restaram os muros e as fundações. Não entramos, paramos apenas para fotos no portal de entrada.
Wat Ratcha Burana
  • Vihara Phra Mongkhon Bophit- é um templo budista moderno, o único que visitamos que não era uma ruína. Mas, infelizmente, estava em obras e só deu para ver a fachada.
Vihara Phra Mongkhon Bophit
  • Wat Phra Sri Sanpetch – na minha opinião, é o templo mais lindo de todos, e olhe que nem entramos. Mas, do lado de fora, conseguimos ver perfeitamente suas belezas, pois o muro de contorno é bem baixo. Se não estivéssemos tão cansadas de templos, já que em Bangkok foi uma overdose, e se esse tivesse sido o primeiro do dia, até entraríamos. Ele era utilizado para as cerimônias reais e é composto por três imensas torres em formato de cone (são os Chedi).
Wat Phra Sri Sanpetch
  • Wat Phra Ram – ele fica em meio a um belo lago, o Bueng Phra Ram, onde as pessoas se divertem remando. Também não entramos, ficamos observando a partir da margem do lago ). O sol estava se pondo e o cenário composto pelo colorido do céu, pela torre central do templo, pela vegetação e pelo lago estava incrível! Ao redor da torre central, existem outras quatro torres menores.
Wat Phra Ram
  • Feira gastronômica de rua – não conseguimos entender se era algum feriado ou alguma ocasião especial, mas os arredores do Parque Phra Ram estava super movimentado, com muitos turistas, mas quase todos asiáticos. Éramos uma das poucas ocidentais por ali. Infelizmente, ainda existem aqueles turistas que pagam para andar em elefantes, estimulando esse terrível comércio que explora e maltrata esses animais.
Infelizmente, muitos elefantes ainda são maltratados e explorados para turismo

As principais vias ao redor do parque estavam repletas de barraquinhas de comidas asiáticas, principalmente tailandesa, chinesa e japonesa. Não resistimos e “estacionamos” nossas bicicletas e fomos provar alguns quitutes!

Feira gastronômica de rua

Provamos esses bolinhos japoneses aí abaixo, os quais tinham recheios diversos. Escolhi o de salmão e não me dei bem, pois estava muito ruim! kkkk

Comidinhas japonesas

Fomos surpreendidas com uma barraca de pitomba! Isso mesmo! Quem diria que iríamos encontrar essa frutinha tão famosa na nossa terra (Alagoas), no outro lado do mundo! Compramos um saco por 80 Bahts (R$8) para levarmos para nossa viagem de trem.

Achamos pitomba na Tailândia!

Quando viramos a esquina, chegando à avenida Pa Thon, encontramos mais um montão de barracas, mas não só de comidas, de produtos diversos. Porém a diversidade de gêneros alimentícios continuava, com destaque para a vasta variedade de espetinhos, como os de lula, e os insetos.

Espetinhos diversos!
Frutos do mar e insetos

Não tive coragem de comer os insetos, mas a Laís, representou o nosso quarteto e comeu um grilo. Pela cara dela não foi muito legal, mas o que vale é a experiência! hahahah

A corajosa Laís encarou um grilinho!

O pôr do sol foi um espetáculo a parte, que só deixou a cidade histórica de Ayutthaya mais linda!

Pôr do sol no laguinho em Ayutthaya

Ao final do dia, pegamos o trem noturno para Chiang Mai. Foram 12 horas de viagem. Havíamos comprado os bilhetes com antecedência (um mês antes), pois são bastante concorridos. O valor da passagem varia entre a cama inferior, um pouco mais cara, e a superior. Comprando na bilheteria da estação a cama inferior custa 841Bahts (R$84,10) e a superior, 771Bahts (R$77,10). A companhia de trem não vende bilhetes pela internet, mas existem agências que realizam a venda online e compram as passagens na bilheteria, cobrando uma taxa por isso. Foi o que fizemos. Compramos pelo site da 12Go e retiramos os bilhetes na agência deles que fica em frente à estação de trem de Bangkok. Eles cobraram uma taxa de 1000 Bahts (R$100) pela reserva online dos quatro bilhetes, mas devolveram 140Bahts (R$14) no momento da coleta das passagens na agência.

Os vagões possuem banheiros, mas sem chuveiro. Existe serviço de bordo, mas não está incluso no valor da passagem. Até que gostei da viagem. A cama era ótima! O único problema foi o frio, pois o ar condicionado estava muito forte. Eles dão travesseiro e cobertor, mas não foi suficiente, tive que apelar para os casacos e a meia. Um pouco mais de uma hora antes de chegar, eles acordam todos e convertem as camas em poltronas.

Vagão do trem para Chiang Mai

As camas viram poltronas

Existe ainda outra agência, a Thailand Train Ticket. No site, encontramos um trem que tinha cabines e banheiros com chuveiro e nem era muito mais caro, mas já não tinham mais vagas. Portanto, se pretendem fazer essa viagem, comprem as passagens com bastante antecedência.

Foi um dia diferente e que me agradou. Recomendo o passeio para aqueles que ficarão mais de quatro dias em Bangkok. É uma boa um bate e volta para conhecer um pouco da história do país, ver as ruínas e conhecer uma cidade em que o turismo internacional ainda não está tão intenso como na capital e nas ilhas. Eu recomendaria ir de trem, não somente pelo valor, mas pela experiência e por fazer a viagem como os locais.

Até a próxima e continuem acompanhando os posts da Tailândia!

LEIA MAIS:

18 dias em terras tailandesas, começando pelos templos de Bangkok!

Comidas de rua, comprinhas e mais um pouco de Bangkok – Tailândia

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