Relaxando na Bahia: Morro de São Paulo e Salvador

Olá, pessoal,

Como relatei no post anterior, comecei 2020 curtindo uma “semaninha” de férias no litoral baiano. Fui com uma amiga paulista (Carina) para Boipeba, Moreré e Morro de São Paulo, sobrando ainda um tempinho para dar uma volta rápida por Salvador. No post anterior, contei minhas aventuras em Boipeba e Moreré. Agora chegou a vez de falar sobre Morro de São Paulo e sobre o rolézinho que demos em Salvador!

  • MORRO DE SÃO PAULO

Para adicionar um pouco de agito às férias, partimos da Ilha de Boipeba para Morro de São Paulo, ilha pertencente ao município de Tinharé. As formas convencionais de ir de Boipeba para Morro são: lancha ou barco de volta para Valença e depois uma lancha para Morro, que é a opção mais barata (cerca de R$75), mas a viagem leva aproximadamente 2 horas e meia; lancha fretada para Morro, que é a opção mais rápida, mas mais cara; e por terra com um carro 4×4, enfrentando cerca de 1 hora e meia chacoalhando em uma estrada péssima, o que custa R$120,00 por pessoa. Graças a Dani, proprietária da nossa pousada em Boipeba, conseguimos uma opção mais legal: por R$80, cada, entramos em um lancha do passeio que sai de Morro e para em Boipeba, aproveitando ainda o restinho do tour (cerca de 2 horas e e meia): paradas em um bar flutuante com um criadouro de ostras e na cidade de Cairu.

Lancha para Morro de São Paulo
Cais de Morro de São Paulo

Foi minha terceira vez na ilha. Fui em 2000 com o colégio e 8 anos depois em uma trip de amigas. Dessa segunda vez, já achei tudo bem diferente, pois a ilha estava bem mais movimentada e lotada de estrangeiros, principalmente argentinos e italianos. Foi legal, mas senti falta da vibe de 2000. E agora em 2020, como eu esperava, a ilha está muito mais cheia, não somente de gente, como também de bares, restaurantes e pousadas. Assim como em 2008, tem estrangeiros (nada contra!) por todo lado. Praticamente em todos os restaurantes os funcionários são “hermanos”. Encontramos exatamente o oposto de Boipeba!

Ficamos hospedadas no Hostel D’mais, muito bem avaliado no booking e que tinha uma ótima localização, já que queríamos ficar no centrinho e não nas praias. Porém, ficamos decepcionadas pelo barulho, visto que a noite, os funcionários saíam e os hóspedes, literalmente, faziam a festa. O atendimento deixou muito a desejar, mas o quarto era confortável e os banheiros bem limpos (pelo menos!).

Bom, mas isso não ofuscou o ponto forte de Morro: as praias maravilhosas! A Primeira, Segunda e Terceira praias são bastante movimentadas e possuem uma melhor estrutura de restaurantes e uma maior concentração de pousadas beira mar.

Primeira Praia
Lua cheia na Primeira Praia
Segunda Praia
Estrutura de barracas e guarda vidas na Segunda Praia
Ilha da Saudade – divisa entre a Segunda e a Terceira praias
Terceira praia

Da Quarta praia em diante, o movimento diminui, mas também têm barracas com comidinhas e bebidas, além dos ambulantes. Escolhemos a quarta praia para estender nossa canga e deitar para ler nossos livrinhos sob a sombra de uma amendoeira! Delícia! Fomos com a maré baixa, portanto era preciso entrar bastante mar adentro para tomar um banho. Sendo que o detalhe era a temperatura da água: quase fervendo! Nunca tinha mergulhado em um mar com uma água tão quente, quase cozinhei! Esperei a maré subir para ver se a temperatura diminuía, mas continuou quente. Mas, diante da paisagem exuberante e do sossego, esse foi um mero detalhe! Na segunda e terceira praias a água é menos quente.

Barracas na Quarta praia
Quarta praia na maré seca
Indo cozinhar um pouco na água fervente da Quarta praia
Quarta praia na maré alta (olha a cor da água!!)

Morro possui ainda dois grandes atrativos: o pôr do sol e a tirolesa. O primeiro pode ser visto de vários pontos da ilha, sendo o Forte, o Farol e a Toca do Morcego (neste é cobrado valor de R$20 só para entrar) os locais mais disputados. Conseguimos admirar o espetáculo do Sol sem tanta gente e sem pagar nada no restaurante da Pousada Passárgada. Fica a dica!

Pôr do sol visto da sacada do restaurante da Pousada Passárgada
Impressionada com a beleza desse pôr do sol

Em 2008 eu desci de tirolesa e achei muito legal, apesar de ter ficado cheia de dores ao bater na água. Dessa vez percebi que a estrutura estava bem melhor, consequentemente, mais caro: R$60,00. Infelizmente não deu para repetir a aventura, pois a fila estava grande e não desceria a tempo de fazer o check out do hostel. Mas aproveitei o visual lá do alto para tirar belas fotos, inclusive da preparação da Carina que encarou a descida! Vale muito a pena subir lá, mesmo se não for encarar a tirolesa.

Admirando Morro de São Paulo do alto
Com uma vista dessa até fica fácil!

Ah! Nem contei ainda! O mundo é tão pequeno que, assim que pisei no cais de Morro, encontrei Caterine, minha amiga de infância sem saber que ela estava por lá. Nas redes sociais vi que Martin, meu amigo uruguaio, também estava em Morro, e combinamos de passar o dia na praia. E por fim, encontramos os queridos Cintia e Léo! Muito legal!

Reencontrando Martin em Morro
Almocinho de despedida com Carina, Léo e Ciu

Falando em comida, mantive minha dieta vegetariana e encontrei opções maravilhosas e com precinhos ótimos no Papoula Culinária Artesanal e no restaurante da Pousada Casarão. A única decepção que tivemos com refeição foi o risoto do DPM Eco hostal que, na verdade, era um prato cheio de arroz branco com pedaços de abobrinha e queijo mussarela ralado, nada do que o “chef italiano” falou que iria preparar. Não recomendo mesmo!

Comida vegetariana no restaurante Papoula

A noite em Morro sempre tem festa. As principais baladinhas são a Pulsar e a Toca do Morcego, além do luau na Segunda Praia com som mecânico (Funk e Reggaeton). Fomos para essas duas últimas.

A Lua e eu na Toca do Morcego
A Lua e as meninas na Toca do Morcego

No dia que fomos ao luau, soubemos que estava tendo uma festinha privada na Pousada Minha Louca Paixão com o Reinaldo (ex Terra Samba) e fomos para frente dela curtir a música na pipoca.

Tietando o Reinaldo, ex-Terra Samba

Para sair da ilha, pegamos o catamarã (R$95,00) do cais para Salvador, viagem que levou 2 horas e meia. É um catamarã grande, com poltronas confortáveis, TV e ar condicionado. Achei a viagem bem tranquila, mas para muitos passageiros não foi. Como navegamos em mar aberto, balança muito e, para os que têm problemas com enjoo, é terrível. Muita gente passou mal. Era gente correndo para todo lado com saquinho de vômito. Portanto, se você tem esse problema, sugiro tomar um remédio contra enjoo antes de embarcar. Carina fez isso e dormiu a viagem toda!

Catamarã de Morro para Salvador
Partindo de Morro no caramarã

Foi bem legal revisitar Morro de São Paulo!

  • SALVADOR

Após 8 horas de viagem de carro, saindo de Maceió de carona com minhas amigas Luísa e Ariadne, chegamos a Salvador. Como já era tarde, resolvemos pernoitar e pegar o transporte para Boipeba apenas na manhã seguinte. 

Aproveitamos que estávamos hospedadas na Barra para dar uma voltinha na orla no fim de tarde, quando fomos presenteadas com o finalzinho do show do Saulo em um palco flutuante no mar da praia do Porto da Barra e com o incrível por do sol no Farol da Barra.

Saulo no palco flutuante da praia do Porto da Barra
Carina, Luísa, Ariadne e eu em nosso “camarote” no Porto da Barra
Pôr do sol no Farol da Barra
Aguardando o pôr do sol no Porto da Barra

No fim da viagem, na volta de Morro de São Paulo, antes de ir para rodoviária, ainda conseguimos “turistar” um pouco pela capital baiana. Do Terminal Náutico fomos caminhando até o Mercado Modelo (bem pertinho) dar uma olhada no artesanato, em seguida subimos para o Pelourinho usando o Elevador Lacerda.

Terminal Náutico, Mercado Modelo e Elevador Lacerda
Turistando um pouco no fim da viagem

Aproveitamos para comer um legítimo acarajé! Quer dizer, nem tão legítimo, pois foi vegano, ou seja, nada de camarão! Mas estava uma delícia mesmo assim! E ainda foi ao som de um batuque massa!

A melhor Bahiana do Acarajé na barraca da Sueli e da Suellen no Pelourinho
Acarajé Vegano

Foram apenas seis dias de férias, mas consegui aproveitar e relaxar bastante! Voltei com a bateria carregada para encarar a rotina! Até a próxima!

LEIA MAIS:

Relaxando na Bahia: Boipeba e Moreré

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