Safári no Kruger Park – África do Sul

Oi, pessoal!
Neste post vou contar para vocês como foi o meu primeiro safári, aventura que aconteceu na África do Sul, mais precisamente no famoso Kruger Park, parque nacional que fica no Nordeste do país com cerca de 20 mil quilômetros quadrados de área.
Em nossas pesquisas, vimos três opções de chegar ao Kruger saindo de Joanesburgo: de avião, contratando um transfer ou alugando um carro. Escolhemos a terceira opção, pois era a mais em conta. Não nos arrependemos, achamos uma viagem bem tranquila.
Após uma rápida passagem por Joanesburgo, pegamos nosso carro no aeroporto (já havíamos feito a reserva pela internet na Budget) e pegamos a estrada com destino ao Sabie Bush River Lodge, nossa acomodação junto ao Kruger Park. Eu fui eleita a motorista e dirigi por 360km, a maioria em autoestrada com limite de velocidade de 120km/h (ficar atento aos limites, pois tem muita fiscalização e a multa é pesada). As estradas são muito boas e sinalizadas, mas recomendo o GPS.
Após 6 horas de viagem, com direito a paradas nos postos da estrada (bem estruturados com banheiros bem limpos), chegamos ao nosso Lodge e ficamos encantadas com o lugar, às margens do rio Sabie, especialmente com a nossa linda cabana, de frente para o rio, com uma sala ampla, dois quartos e um banheiro maravilhoso.
Nossa cabana no Sabie Bush River Lodge
O meu quarto na nossa cabana de dois quartos
A varanda da nossa cabana
Outro tipo de acomodação no Lodge: barraca
Havíamos reservados dois safáris, sendo um do pôr do sol (das 18:00 às 20:00) e outro do dia todo (das 05:30 às 15:30). Então, logo após o check in, seguimos para o primeiro deles. Dirigimos mais 19km até o portão do Kruger Park, onde nos juntamos a outras pessoas e seguimos para o safári no carro do parque (capacidade para 23 pessoas).
O carro do nosso safári
O pôr do sol no meio da savana é incrível e imperdível, mas não achei muito legal o safári noturno, pois fica chato procurar os animais com uma lanterna.
A savana africana
Pôr do sol na savana africana
O sol se pondo e a lua aparecendo
Conseguimos ver hienas,  impalas (veados), javalis, elefantes e hipopótamos.
Hienas
Impala, o animal que mais encontramos no safári
Javalis
Elefantes
Hipopótamo
Retornamos para o Lodge e fomos direto para o jantar, incluso no pacote. Nessa noite foi churrasco e estava muito bom!
Nosso jantar sendo preparado
Jantar mega agradável!
No dia seguinte, madrugamos para o nosso segundo tour safári, que começou às 5:30. Contratamos o tour do hotel e foi de lá que partimos com o guia em um carro aberto e em uma madrugada gelada (11°C). Apesar do cobertor que nos deram, o frio só ficava mais intenso com o carro em movimento  por causa do vento. Com o amanhecer, a temperatura foi aumentando e chegou aos escaldantes 35°C ao meio dia.
Nascer do sol na savana
Nosso grupo no safári
O café da manhã estava incluso no passeio e foi em uma área de pic nic dentro do acampamento Skukuza, um lugar bem agradável dentro do parque. Ficamos surpresas com a falta de educação do guia, pois éramos 5 mulheres (eu, minhas 2 amigas e 2 espanholas) e o guia nos colocou para carregar as caixas de comida. Chegando à mesa, pegou a comida dele e saiu. Tivemos que limpar tudo depois e levar de volta para o carro.
Vista da área de pic nic no Skukuza
Nossa mesa de café da manhã arrumada por nós
O parque é imenso! O guia segue basicamente pela estrada de asfalto, pegando umas estradas de terra às vezes. Conseguimos ver vários animais e, principalmente, os Big Five (elefante, búfalo, leão, leopardo e rinoceronte). Esses são os mais procurados, pois são considerados os animais mais perigosos para se caçar a pé.
Macacos
Selfie com a girafa
Muito linda a girafa!
Desculpe o over posting, mas a girafa é linda!
Koodoo, o símbolo do parque

Agora os Big five:

Búfalo
Um aglomerado de búfalos
Hipopótamos

Elefantes

Leão
Rinoceronte
Leopardo

Tivemos ainda a oportunidade de observar um possível ataque do leopardo a um grupo de impalas. Passamos um tempão observando o leopardo na espreita, mas acabou que ele desistiu de atacar.

Missão safári concluída!
Achei a experiência do safári maravilhosa, apesar de cara, mas uma manhã é suficiente. Não recomendo o safári do dia todo. Perto do meio dia já não aguentávamos mais o calor e pedimos para voltar, mas nosso guia (nada legal) não aceitou e nos levou novamente para o Skukuza para um almoço que não estava incluso no valor do pacote. Além de caro, tinha uma fila absurda. Insistimos e, finalmente, ele nos levou de volta para o Lodge.
Já haviam me dito que era tranquilo ir em veículo próprio, mas ficamos com medo. Porém, não vi perigo algum. Basta seguir as regras do parque e ficar sempre com a janela fechada, seguindo a estrada e as placas.
Safári em carro próprio
Ainda deu tempo de curtir um pouco do fim de tarde no deck da piscina do Lodge, observando os hipopótamos que se banhavam no rio. Pena que o cardápio de almoço do restaurante se restringe a hamburguinhos, salada e frutas.
Piscina do lodge
Espreguiçadeiras no deck com vista para o rio Sabie
Nosso almoço
O jantar da nossa segunda e última noite no Lodge foi um menu com três opções de entrada, três de prato principal e duas de sobremesa. Na entrada eu comi legumes envoltos no bacon com redução de balsâmico, como prato principal fui de carne de koodoo guizada com purê de batatas, arroz e legumes, e, para sobremesa, pedi crepe suzete com sorvete. Estava tudo delicioso!
Entrada gourmet!
Koodoo para o prato principal
Sobremesa!

Jantamos admirando nossos vizinhos hipopótamos que saíram da água para se alimentar!

Os hipopótamos moradores do rio Sabie
Nossa estadia no Lodge tinha de tudo para ter sido perfeita, se não fosse um desagradável episódio. Quando voltamos para a cabine, após o jantar, as minhas amigas perceberam que haviam sido furtadas. Entraram em nossa cabine e levaram todos os dólares e ZAR (moeda local) que estavam na doleira de uma, deixando apenas o passaporte (menos mal!), e da outra levaram uma bolsinha com ZAR2500 e o cartão de crédito. Tudo isso estava em cima do sofá enquanto jantávamos. Não levaram o meu dinheiro, pois eu costumo levar tudo comigo na doleira. Fizemos a queixa na recepção, mas fomos muito mal tratadas e não acreditaram em nós. Insistimos e eles chamaram a polícia que só chegou na manhã seguinte, quando já estávamos indo embora. Pegaram o nosso depoimento e ficaram de nos dar um retorno por e-mail depois, o que nunca ocorreu.
O que nos deixou insatisfeitas com o hotel não foi apenas o furto, mas, principalmente, a forma com que eles nos trataram. Portanto, não recomendo de forma alguma o Sabie Bush River Lodge.
Estávamos apenas no começo da nossa viagem e não podíamos deixar o ocorrido estragá-la! Pegamos estrada e, em menos de cinco horas, chegamos ao aeroporto de Joanesburgo, devolvemos o carro, almoçamos e pegamos nosso voo da Fly Safair para o nosso próximo destino: Port Elizabeth!
Até a próxima, pessoal!

24 horas em Joanesburgo (África do Sul) com direito a um tour privado

2 comentários

  1. Êita Rafaela e amigas, voces não sossegam mesmo. Mas viver é conhecer o que for possivel e aproveitar com eficiência cada passeio. V nos relata detalhes que nos fazem crer que estamos também “vivendo” essas emoções. Por esse motivo lhe vejo como a herdeira dos dotes da sua querida maezona.
    De seu primo, antonio carlos
    campina grande, pb

    Curtir

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