Nápoles (Itália) – muito além da pizza!

Olá, pessoal!

Inicialmente, a programação era chegarmos à Europa por Roma, em seguida irmos para a região dos Bálcãs e, ao final da viagem, voltarmos para o Brasil saindo de Roma. Porém, conseguimos encaixar um novo destino italiano na volta: Nápoles! Confesso que o que me levou lá foi a pizza! Sou louca por pizzas estilo napolitano, de fermentação lenta! ahaha! Mas acabei descobrindo que a cidade tem muito mais a oferecer!

Nápoles é uma importante cidade localizada no sul da Itália, às margens do Mar Tirreno, na região da Campânia. Situada próxima ao famoso vulcão Vesúvio. Fundada pelos gregos como Neápolis (“cidade nova”), Nápoles prosperou sob domínio romano e, ao longo dos séculos, passou por influências bizantinas, normandas, espanholas e francesas, tornando-se um caldeirão cultural e artístico. Hoje, é reconhecida não apenas por sua rica história e arquitetura, mas também como berço da pizza.

Essa viagem foi em março de 2024, com a minha melhor parceira de viagem: mommys! Nos posts anteriores já falei de cada um dos destinos dessa trip (links no final deste post) e o último foi Bucareste (Romênia), de onde pegamos um voo para Roma. Chegando à capital romana, do aeroporto mesmo, pegamos um trem para Nápoles. A passagem do trem nós compramos lá na hora mesmo.

Poucos dias antes, reservei um airbnb que ficava bem em frente à estação. A localização foi super estratégica, já que passaríamos pouco tempo na cidade. O apartamento era uma graça e tinha uma varanda incrível com uma ampla vista de Nápoles! O engraçado era o elevador, bem antigo e, para usá-lo, era preciso colocar moedas!

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Varanda com vista para a Estação de trem
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Varanda com vista para o centro de Nápoles
Centro de Nápoles vista do apartamento

Passamos menos de 3 dias, sendo que em um deles fizemos um bate e volta para Pompeia (dediquei um post só para ela), mesmo assim, conseguimos visitar alguns dos principais pontos turísticos da cidade, usando metrô para nos deslocarmos. Por falar nisso, o metrô é um espetáculo! Destaque para a Estação Toledo (linha 1), que é belíssima!

Estação de metrô Toledo


Seguem os lugares que visitamos:

1 – Via Toledo – uma das ruas mais famosas e movimentadas de Nápoles, conhecida tanto pela sua importância histórica quanto pelo papel atual como centro comercial e cultural da cidade. Ela foi aberta no século XVI por ordem do vice-rei Pedro de Toledo, por isso recebeu esse nome. Hoje, ao longo de sua extensa avenida, encontram-se lojas de moda, cafés, restaurantes e edifícios históricos que revelam a riqueza arquitetônica napolitana.

Via Toledo

2 – Via Domenico – uma das transversais da Via Toledo, ela é repleta de lojinhas e leva até a Piazza del Gesú Nuovo.

Via Domenico

3 – Piazza del Gesú Nuovo – um dos espaços mais emblemáticos da cidade, marcada pela presença da imponente Igreja Gesú Nuovo.

Piazza del Gesú Nuovo

4 – Igreja Gesú Nuovo – originalmente construída como palácio no século XV, sua fachada chama atenção por seu estilo único, com blocos de pedra escura em forma de diamante. No interior, o contraste é surpreendente: uma decoração barroca riquíssima, com afrescos, mármores e obras de arte que refletem a grandiosidade da tradição religiosa napolitana.

Fachada irreverente da Igreja Gesú Nuovo
Interior da Igreja Gesú Nuovo

5 – Basílica Santa Clara– igreja franciscana, portanto menos glamurosa que as demais, toda em pedra, com teto de madeira e piso em mármore. Foi construída no século XIV e abriga obras de arte e túmulos de membros da família real, além de estar ligada ao famoso Claustro das Clarissas, conhecido por seus azulejos coloridos e jardins serenos. Ao lado da basílica ergue-se o campanário, que completa o conjunto arquitetônico e reforça a imponência do local.

Basílica de Santa Clara
Campanário de Santa Clara
Interior da Basílica de Santa Clara

6 – Castelo Novo (Maschio Angioino) – construído no final do século XIII, serviu como residência real e centro político durante séculos. Sua estrutura imponente, com torres maciças e o célebre arco triunfal em mármore, reflete a mistura de estilos gótico e renascentista que caracterizam a arquitetura napolitana. Além de sua importância histórica, abriga hoje o Museu Cívico, onde estão expostas obras de arte, esculturas e documentos que narram a rica trajetória da cidade.

Castelo Novo

7 – Galeria Umberto I – é um dos marcos arquitetônicos mais elegantes da cidade, construída entre 1887 e 1891 como parte de um projeto de renovação urbana. Inspirada na famosa Galleria Vittorio Emanuele II de Milão, apresenta uma impressionante estrutura em ferro e vidro que forma uma cobertura abobadada, iluminando naturalmente o espaço interno. No seu interior, encontram-se lojas, cafés e restaurantes que tornam a galeria um ponto de encontro vibrante.

Galeria Umberto I
Galeria Umberto I e sua belíssima cobertura de ferro e vidro

8 – Praça do Plebiscito: localizada entre o Palácio Real e a Basílica de San Francesco di Paola, a praça foi criada no início do século XIX, ganhou o nome atual em homenagem ao plebiscito de 1860, que decidiu a anexação do Reino das Duas Sicílias ao recém-unificado Reino da Itália. Hoje, além de ser palco de eventos culturais e celebrações populares, a Praça do Plebiscito é um ponto de encontro para moradores e visitantes.

Praça do Plebiscito

No dia de nossa visita estava acontecendo uma exposição de carros. Nunca tinha visto tanta Ferrari junta!

Exposição de carros na Praça do Plebiscito

9 – Basílica Real São Francisco de Paula – localizada na Praça do Plebiscito em Nápoles, foi construída no início do século XIX, inspirada no Panteão de Roma, com uma majestosa cúpula central e uma fachada semicircular ladeada por colunas imponentes. Dedicada a São Francisco de Paula, abriga em seu interior obras de arte e elementos decorativos que reforçam sua importância espiritual e cultural.

Basílica Real São Francisco de Paula
O interior da Basílica é belíssimo e grandioso
Basílica Real São Francisco de Paula

10 – Palácio Real de Nápoles – também situado na Praça do Plebiscito, foi construído no início do século XVII para receber o rei Filipe III da Espanha. Tornou-se residência oficial dos monarcas das Duas Sicílias e testemunhou séculos de poder e transformações políticas. Sua fachada imponente e seus salões ricamente decorados refletem a grandiosidade da arquitetura barroca e renascentista. Hoje funciona como um museu que permite que os visitantes visitem seu interior, onde se destacam a escadaria monumental, a biblioteca e os aposentos reais.

Palácio Real

11 – Cais do porto -fica bem próximo da Praça do Plebiscito e é o lugar perfeito para sentar, descansar um pouco e fazer um lanchinho observando o movimento.

Cais do Porto

12 – Corso Umberto I (Rettifilo) – é uma das principais avenidas de Nápoles, ligando a Estação Central de Garibaldi ao centro histórico da cidade. Inaugurada no final do século XIX como parte de um projeto de modernização urbana, tornou-se um eixo fundamental para o comércio e a circulação, reunindo lojas, cafés e edifícios de diferentes estilos arquitetônicos.

13 – Via del Tribunal – é uma rua conhecida por concentrar a essência da vida napolitana. Ligando a Piazza Bellini à Piazza San Gaetano, ela atravessa o coração da cidade antiga. Ao longo de seu percurso, encontram-se igrejas monumentais, como San Lorenzo Maggiore e San Gregorio Armeno, além de palácios históricos e pequenas lojas artesanais. A rua também é famosa por suas tradicionais pizzarias, consideradas algumas das melhores da cidade, tornando-se um destino imperdível para quem deseja experimentar a autêntica pizza napolitana.

Via del Tribunal
  • RESTAURANTES

Conforme eu disse no começo do post, o que me levou à Nápoles, em primeiro lugar, foi a pizza! E valeu muito à pena, pois comi uma das melhores (e maiores!) pizzas da minha vida! Mas não nos alimentamos só de pizza, provamos outras delícias típicas da cidade, como mostrarei a seguir:

Pellone – eu queria muito provar uma pizza originalmente napolitana e em um lugar onde os locais comem, não queria nada turístico. Por isso pedi indicação ao proprietário do airbnb onde nos hospedamos e a sugestão dele foi certeira! A pizzaria Pellone, uma das mais tradicionais da cidade, em funcionamento desde 1960, fica perto da Estação Garibaldi. Ela está sempre cheia e com lista de espera. Para acalmar os clientes famintos enquanto esperam a mesa, eles colocaram uma estufa do lado de fora para a venda de alguns petiscos! Escolhemos o croquete de provolone com salame, que estava muito gostoso!

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Degustando os croquetes enquanto esperamos a nossa mesa

A forma mais rápida de conseguir uma mesa era compartilhando com outras pessoas e foi o que fizemos. Dividimos mesa com um casal de venezuelanos que mora na Espanha. Eles estavam hospedados na casa de amigos napolitanos e esses que indicaram a pizzaria. A grande maioria dos clientes era local!

A pizza mais famosa deles é a clássica margherita, considerada por muitos como uma das melhores da cidade. Seria o meu pedido, com certeza, pois é meu sabor favorito. Mas mainha me convenceu a provar a de ricota, mussarela, peperone, pimenta e manjericão. Tomamos um susto com o tamanho da pizza: gigante! Estava divina! E o preço também é ótimo: os dois croquetes, a pizza e um refrigerante saíram por apenas 20 euros!

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Nos colocaram em uma mesa com um casal venezuelano
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Nossa pizza gigante e deliciosa!

Cuori di Sfogliatella – nas pesquisas gastronômicas outro destaque foi para os doces típicos de Nápoles, os quais são vendidos por toda a cidade. O mais famoso era a sfogliatella, que tem de dois tipos: massa foleada (riccia) e massinha tipo pão (frolla). Provamos na Cuori di Sfogliatella da estação de trem Napoli Centrale. Achei a foleada mais gostosa. Éla é recheada com um creme de ricota, essência de laranja, açúcar e frutas cristalizadas. Adorei!

Vitrine de doces com várias sfogliatelle
Sfogliatella frolla

Outro doce típico é a baba, um bolinho com uma calda. Eu não gostei. Achei a calda horrível! Parecia que tinha álcool. Mas não comprei a baba no Cuori di Sfogliatella, mas em uma lanchonete de rua. Não consegui provar a pastiera, uma tortinha de ricota. Fica para a próxima!

Na parte inferior dessa vitrine estão as babas, mas não me agradaram muito

Tratoria Nennella – um dos restaurantes mais recomendados pela busca na internet! Ele abre às 19h, mas é preciso chegar antes, pois fica uma fila gigante! Esperamos quase 2 horas, coisa que não costumo fazer, mas estava curiosa! É meio bagunçado! Um funcionário fica chamando pelo microfone.

O menu de €16 (sendo €1 do couvert) incluía primeiro prato, segundo prato, acompanhamento, pão e uma garrafa de água. A cada hora eles ligavam a música e os garçons e a galera começavam a dançar. Achei a comida ok e, na minha opinião, não vale a pena a espera, além de que a barulheira é grande. Mas valeu a experiência!

Fila na porta da Tratoria Nennella
Na hora da música a galera fica numa animação só
Nosso jantar

Infelizmente, foi tudo bem corrido e, como já estávamos cansadas por ser o fim da viagem, não conseguimos explorar melhor Nápoles. Pelo menos conseguimos provar a tão desejada pizza napolitana, conhecer um pouco da riqueza histórica e arquitetônica de Nápoles e sentir a vibe alto astral da cidade. Fiquei com gostinho de quero mais. Voltarei com certeza!

De Nápoles pegamos o trem de volta para Roma (€13.70), onde encerramos mais uma Eurotrip!

MAPA

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