Dá para “mochilar” em Punta Cana?

Olá, pessoal!

No início deste ano (2026), fiz uma viagem por três países da América Central, nesta ordem: República Dominicana, Porto Rico e Costa Rica. Os dois primeiros eu explorei sozinha, mas, no último, eu tive a companhia de alguns amigos.

Foram 16 dias de viagem com uma mochila de 6kg e um descanso de pescoço recheado com biquinis e lingerie. Isso porque quase todos os voos não incluíam mala de mão, mas apenas mochila para colocar embaixo do banco. Em alguns casos, o valor da mala extra correspondia a quase o preço da passagem. Confesso que estava passando um pouco do peso e das medidas, mas dei sorte, pois nenhuma das companhias aéreas (Gol, Arajet e Avianca) fez a conferência, só verificaram se eu não estava com algum outro volume adicional.

Minha bagagem para os 16 dias de viagem

Na República Dominicana, eu cheguei pelo aeroporto de Punta Cana, em um voo direto desde Guarulhos-SP. Lá eu fiquei por dois dias e, em seguida, fui para Santo Domingo, a capital do país, onde passei quatro dias. Neste post, relatarei como foi minha passagem por Punta Cana.

Punta Cana é um dos destinos mais famosos do Caribe, localizado na costa leste da República Dominicana, na província de La Altagracia. Conhecida por suas praias de areia branca e águas azul-turquesa, até a década de 1970, era uma área pouco explorada, com vilarejos de pescadores. O desenvolvimento turístico começou com resorts e investimentos internacionais, transformando a região em um dos polos turísticos mais importantes do Caribe.

De forma diversa de como a maioria dos turistas brasileiros explora Punta Cana, eu não me hospedei em resort all inclusive, mas peguei um quarto privado no Eco Art Hostel, super bem localizado, perto da praia de Bávaro, o que facilita bastante para quem viaja só, já que o transporte lá não é muito barato.

No aeroporto de Punta Cana achei melhor pegar um táxi, porque já era mais de dez horas da noite e a parada de Uber não ficava no desembarque, onde estava todo o movimento. E bote movimento nisso! Achei um caos o desembarque, pois a pessoa é abordada por dezenas de taxistas se oferecendo para levar para o hotel. Alguns hotéis já oferecem a opção de transfer, mas a minha acomodação não tinha.

A arquitetura do aeroporto de Punta Cana já deixa o passageiro no clima de praia

No primeiro dia, eu fiz o passeio para a Isla Saona. É o passeio mais procurado em Punta Cana e é ofertado por muitas empresas e por valores variados. Meu amigo, Sacha, fez esse passeio uma semana antes e me indicou a agência que ele contratou. Fechei com ela que me cobrou U$55 (o mesmo valor que o Sacha pagou). O valor incluía o transfer (pegando e deixando no hotel), a lancha/ catamarã para a ilha, almoço, água e rum. No meu grupo teve gente que pagou até U$80 pelo mesmo serviço.

Após quase duas horas, incluindo algumas paradas, chegamos a Bayahibe, que fica a cerca de 70km de Punta Cana. Ela é uma charmosa vila de pescadores na costa sudeste da República Dominicana, famosa por suas águas cristalinas e por ser o principal ponto de partida para excursões à Ilha Saona.

No cais de Bayahibe, os centenas de turistas que chegam nas dezenas de vans se misturam e são direcionados para as lanchas ou catamarãs que levam à ilha. Foi nesse momento que conheci Raquel e Daniel, um casal de Brasília que me fez companhia por todo o passeio.

Os grupos são organizados de modo que quem vai de lancha rápida, volta de catamarã e vice e versa. Fomos de lancha rápida, com direito a muito vento no rosto e alguns banhos de água.

Lancha rápida para a Ilha Saona

Após 40 minutos, chegamos à primeira parada: as piscinas naturais. Apesar de ter muita gente, deu para aproveitar o banho e admirar aquela paisagem incrível e o mar verdinho. Ficamos menos de uma hora e, durante esse tempo, eles serviram água e rum com coca na lancha.

Parada nas piscinas naturais de águas verdes
Vários barcos e pessoas nas piscinas
Banho gostoso
Os amigos brasilienses que fiz no passeio: Raquel e Daniel

Voltamos para a lancha e seguimos para a Ilha Saona. No caminho, fiquei encantada com a variedade de cores do mar, principalmente o contraste entre o verde e o azul turquesa.

Mar de várias cores lindas!

A chegada à ilha é de tirar o fôlego: uma combinação perfeita entre o mar de água verde, a areia branquinha e o verde do coqueiral.

Ilha Saona à vista!
Cheguei à ilha Saona
Ilha Saona

Ficamos na ilha por um pouco mais de duas horas (ficaria muito mais se pudesse). Ao chegarmos fomos logo direcionados ao refeitório para almoçarmos. A comida foi servida no esquema de self service. Tudo bem simples, mas a comida estava bem gostosa. Essa era a opção inclusa no passeio, mas também tinha a opção de pagar por uma refeição com peixe fresco e frutos do mar.

Refeitório onde almoçamos na ilha

De barriga cheia, fomos relaxar nas espreguiçadeiras a beira mar, as quais também estavam inclusas no pacote.

Espreguiçadeiras gratuitas para relaxar na ilha
Não resisti a essa paisagem

A volta foi de catamarã com bastante música, dança e uma galera bem animada após os vários copos de rum servidos na excursão. Chegamos de volta ao cais de Bahiaybe após uma hora e meia e fomos direcionados à van que nos levou de volta à Punta Cana.

Catamarã para voltar para Bayahibe

Achei o valor de U$ 55 bem justo para tudo que incluía, considerando ainda que o passeio dura o dia todo, já que cheguei de volta ao hotel quase 12 horas após minha saída. Mas o fato é que, independente do valor pago, todos vão no mesmo bolo! Portanto, talvez quem pagou U$ 80 não tenha ficado tão satisfeito.

Nessa noite, fui dar uma volta pelo centrinho de Bávaro, com suas lojas e restaurantes. O lugar que escolhi para jantar foi o restaurante La Casita de Yeya Los Corales, onde eu provei um delicioso mofongo com camarão (U$14,17), prato típico da República Dominicana e de Porto Rico, feito principalmente com bananas-da-terra verdes fritas e amassadas, misturadas com alho, torresmo (pele de porco frita) e temperos. O mofongo é considerado um símbolo da culinária caribenha e pode ser servido sozinho ou recheado com carnes, frutos do mar ou vegetais. Achei uma delícia!

Restaurante La Casita de Yeya na praia de Bávaro
Provando o mofongo de camarão, prato típico

Como o dia seguinte amanheceu chuvoso, resolvi antecipar minha ida para Santo Domingo. Mas antes, dei uma caminhada pela praia de Bávaro. É uma ótima opção para curtir um dia livre de passeios, principalmente para os que não estão hospedados nos resorts.

Caminho para acessar a praia de Bávaro
Praia de Bávaro

Fui de tuc tuc (U$6) até o local de onde sai o ônibus. São duas empresas, uma ao lado da outra. A ideia era ir com o ônibus da APTPRA, indicado pelo Sacha, mas estava lotado, então comprei a passagem pela Punta Express (U$ 8). Foi uma viagem tranquila de quase 3 horas.

Tuc tuc, táxi que peguei para a rodoviária

A minha passagem por Punta Cana foi bem rápida, mas deu para saber que é possível sim explorar a cidade na versão mochileira! Porém, aos mochileiros que, como eu, não são muito fãs de excursões não recomendo uma estadia prolongada, a não ser que optem por usar Punta como base para explorar o entorno.

Para fechar o post, como boa alagoana, não poderia deixar de registrar que as praias de Punta Cana são sim belíssimas, mas o litoral alagoano, com suas piscinas naturais, mar de água verde e quentinha, não deixa nada a desejar. Não é a toa que é conhecido como o caribe alagoano!

Até a próxima!

MAPA:

2 comentários

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