Sucre – a capital da Bolívia

Olá, pessoal!

Este é o terceiro e último post sobre a viagem que fiz à Bolívia em junho de 2022. No primeiro, eu contei como foi minha estadia em La Paz e os passeios que fiz em seu entorno. Já no segundo, apresentei meus relatos sobre o passeio de 3 dias pelo sudoeste do país, incluindo o Salar de Uyuni. E neste irei mostrar como foi o dia que passei em Sucre, a capital oficial da Bolívia (La Paz é a capital administrativa).

Como contei no post anterior, Jaime, meu mais novo amigo de El Salvador, que fez parte do meu grupo na expedição do Salar de Uyuni, resolveu me acompanhar até Sucre. Pegamos o ônibus noturno em Uyuni e chegamos à rodoviária de Sucre antes das 6 da manhã do dia seguinte. Seria uma estadia bem rápida, pois na noite desse mesmo dia já seguiríamos viagem, sendo que eu pegaria mais um ônibus noturno de volta para La Paz e ele para Santa Cruz de La Sierra.

Porém, precisávamos de uma acomodação para tomar um banho, descansar um pouco e deixar as malas. Quando saímos do ônibus, fomos abordados por uma senhora que nos ofereceu uma pousada com um precinho ótimo e super bem localizada. Se fosse em outro local, eu desconfiaria, mas os bolivianos se mostraram bem confiáveis. Mesmo porque ela não nos pediu nenhum dinheiro adiantado, só pagaríamos na pousada. Então, aceitamos e seguimos no táxi que ela nos arrumou e que nos levou para o Hostal Cadena. Foi ótimo! Bem simples, mas pegamos um quarto privado e nos deixaram ficar até às 18h. Finalmente, tomamos um belo banho quente e cochilamos um pouco.

Descansados, começamos nosso tour pela cidade. A primeira parada foi no Mercado Central, onde tomamos um belo café da manhã: típico, gostoso e barato! Fomos primeiro para o segundo andar, onde ficam os “comedores”, quiosques que servem café da manhã e almoço. Escolhemos o mais movimentado e pedimos um sanduíche de abacate com ovo, queijo e tomate e um chocolate quente. Descemos para o térreo, onde ficam as frutas e tomamos deliciosas vitaminas, com direito a “chorinho” (yapa). Tudo delicioso! A ideia era comer uma salteña na famosa Salteñeria El Patio, mas não cabia mais.

Uma das entradas do Mercado Central
Meu “sanduba” de abacate com chocolate quente
Barraquinhas de frutas
Reforçando o café da manhã com uma deliciosa vitamina!

Antes de seguir para as demais atrações turísticas, resolvermos trocar dinheiro, o que foi uma novela. As casas de câmbio de Sucre só trocam notas de 100 dólares, as menores só em bancos. Ali pertinho, na rua Espanha, tem um monte de bancos,inclusive o Banco Nacional da Bolívia, mas a maioria estava com filas gigantes. Encontramos um com menos fila e, após muita burocracia, conseguimos trocar, porém com uma cotação mais baixa.

Rua Espanha, cheia de bancos

No entorno do Mercado Central, percebemos o porquê de Sucre ser conhecida como a “Cidade Branca”. Todas as construções eram pintadas de branco.

Já com nossos bolivianos (moeda local), retomamos nosso passeio. Pegamos o ônibus 4 perto do Mercado para ir ao Parque Cretácico (dinossauros), mas o trânsito estava absurdo, por isso decidimos descer do ônibus e ir caminhando até a rodoviária para comprar nossas passagens para La Paz (eu) e Santa Cruz (Jaime).

Ônibus de linha em Sucre

Da rodoviária, pegamos novamente o ônibus número 4 (esse vai para as principais atrações turísticas e só custa 1.5 Bo= R$1,10) para o Mercado para tentar comer a salteña da Salteñeria El Patio, que fica ali perto, mas já tinham acabados todas! Triste!

Como viram, não estava dando muito certo esse nosso roteiro improvisado, mas não desistimos! Seguimos caminhando para a Plaza 25 de Mayo para ver os museus sem saber que todos fecham aos sábados e abrem domingo (no mapa que nos deram dizia que abria sábado, fechando só na hora do almoço), inclusive o Museu Casa de la Libertad, que conta a historia  independência do país. Ficamos tirando fotos na praça e nos prédios ao redor, que são lindos! Paramos para comer a tão desejada salteña na lanchonete do Museo do Tesoro.

Plaza 25 de Mayo
“Palacio de Gobierno Departamental de Chuquisa”
A belíssima fachada do Palácio do Governo
Museu Casa de la Libertad
A tão desejada salteña

Seguimos caminhando para o Castelo La Glorieta, até nos darmos conta que era longe. Adivinha?! Sim, pegamos o ônibus número 4 que nos deixou na porta do Castelo, distante cerca de 7 km do Centro Histórico onde estávamos. Confesso que, pelo que mostrava no mapa e pelas fotos, esperava algo mais grandioso. A entrada para estrangeiro custava 20 Bo (R$15), mas, para tirar fotos, tinha que pagar mais 10 Bo (R$7,50) por grupo. O castelo tem duas torres, a do príncipe e a da princesa. Só é permitido subir na do príncipe, que tem 108 degraus e é bem estreita. Subimos para conferir. Depois nos juntamos ao tour guiado que conta um pouco de como era o palácio na época que era ocupado por Fracisco Aragoña Revilla e Clotilde Urioste Velasco, no final do século XVII, início doséculo XVIII. O casal fazia muitas obras sociais, tendo, inclusive, construído um orfanato. A construção é uma verdadeira mistura de estilos arquitetônicos. Está mal conservado, mas estão pintando, pois vão inaugurar uma nova atração, que é um tour virtual pelo palácio. Não tem muito o que fazer. Tiramos umas fotos e fomos embora.

Entrada do Castelo de La Glorieta
Mesmo em obras, conseguimos umas fotos legais
Detalhes do interior do caestelo
A Torre do Príncipe
Vista do alto da Torre do Príncipe

Pegamos nosso querido ônibus 4 e voltamos para o Centro Histórico em busca de um restaurante, o que não foi fácil, pois estava quase tudo fechado, não sei se por causa da siesta que eles fazem ou porque era sábado. Acabamos almoçando no restaurante/ pizzaria Napolitana na Plaza 25 de Mayo. Jaime comeu uma pizza e eu um fettuccini ao molho branco com funghi.

Meu delicioso almoço no restaurante/ pizzaria Napolitana

A decisão de ir a Sucre foi de última hora, portanto eu não tinha pesquisado sobre a cidade. Mesmo assim, apesar das intercorrências, gostei muito de ter conhecido a capital. Ela é bem diferente de La Paz. Voltamos para a pousada, pegamos nossas malas e seguimos para a rodoviária, onde nos separamos, já que Jaime seguiu para Santa Cruz de La Sierra com a empresa Mexicana e eu para La Paz com a Copacabana M.E.M, em um ônibus (120 Bo = R$90) com poltronas muito confortáveis e TV individual.

Minha poltrona mega confortável no ônibus para La Paz

Antes de encerrar meus relatos sobre a Bolívia, gostaria de destacar uns pontos que considero importantes para os viajantes que pretendem visitar o país:

– o primeiro serve para todos, que é o cuidado com a altitude, já que as principais cidades turísticas estão muito acima do nível do mar, como La Paz, com 3600 metros de altitude. Recomendo que se prepare com antecedência para a viagem para evitar surpresas. Eu procurei uma médica que me receitou um remédio. Minha adaptação foi bem tranquila. No Salar, onde enfrentamos altitudes ainda mais elevadas, o chá de coca e as folhinhas dela para mascar ajudaram bastante também;

– queria também falar um pouco sobre meio de transporte para se deslocar pela Bolívia. Para os viajantes que, como eu, montam seu roteiro na Bolívia durante a viagem, a opção mais econômica de se deslocar de uma cidade para a outra é o ônibus. Além disso, as rodoviárias são muito bem localizadas e, na maioria dos casos é possível ir caminhando para a acomodação ou pegar um táxi a um preço baixo. São diversas as empresas, muitas com veículos novos e muito confortáveis, com opção de poltronas largas e que declinam até 180º. O melhor de tudo é que é possível comprar a passagem na hora (não funciona muito bem a compra online, sendo mais garantido comprar no guichê da rodoviária mesmo) e os preços são ótimos. Fui de La Paz para Uyuni com a empresa Titicaca (130Bo = R$ 104,00), de Uyuni para Sucre com a Emperador (70 Bo =R$ 56) e de Sucre para La Paz (10 horas) com a Copacabana M.E.M (120 Bo = R$90);

– os bolivianos ainda trabalham muito com dinheiro em espécie. Até estava com meu cartão digital Nomad, mas, nos lugares que frequentei, nenhum possuía máquina com pagamento por aproximação. Outros nem cartão aceitavam. Saiu mais vantajoso levar dólar e trocar pela moeda local, mas em todas as casas de câmbio é possível trocar Real também.

Espero que tenham curtido meus relatos! Há muito tempo eu queria conhecer a Bolívia e não me arrependi! Fiquei impressionada com as belezas naturais do país! Não encontrei muitos brasileiros por lá. Uma pena, pois é um destino bem interessante e bastante acessível para nós, não somente pelo custo, mas também pelos voos. Existe, por exemplo, voo direto de Guarulhos para Santa Cruz de La Sierra. E se ficar de olho nas passagens, consegue uma promoção bem legal, como foi meu caso. Mega recomendo!

Se ainda não leu os posts anteriores sobre a Bolívia, acessem os links abaixo. Vale a pena!

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