Olá, pessoal!
No post anterior eu apresentei as minhas experiências pela Zona Colonial de Santo Domingo. Mas na minha estadia na cidade eu não me restringi ao centro histórico da capital da República Dominicana. E é isso que vou mostrar nesta postagem.
- Malecon
É a avenida à beira-mar mais famosa de Santo Domingo, margeando o mar do Caribe e oferecendo uma das vistas mais emblemáticas da cidade. Ao longo de sua extensão, reúne hotéis, restaurantes, bares e espaços culturais, tornando-se um ponto de encontro tanto para moradores quanto para turistas. É também palco de grandes eventos e celebrações, como o carnaval e concertos ao ar livre.
Saí caminhando desde a Zona Colonial até a orla. São poucos minutos de caminhada, mas para explorar todo o Malecon é preciso disposição, pois é muito extenso. Achei o passeio pela orla bem agradável, mas fiquei triste ao ver que a praia é repleta de lixo, tanto na areia quanto no mar.





- Parque Nacional Los Tres Ojos
É um dos cenários naturais mais impressionantes da capital dominicana. Trata-se de um complexo de cavernas subterrâneas que abriga quatro lagos de águas cristalinas, conhecidos como “ojos” (olhos), formados por rios subterrâneos e cercados por formações rochosas e vegetação tropical. O nome “Tres Ojos” se refere aos três lagos principais visíveis ao público, embora exista um quarto lago acessível por barco.
Esses lagos me lembraram os cenotes que visitei no México, a diferença é que nos Tres Ojos não se pode nadar.
O Parque fica bem no meio da cidade e é de fácil acesso, inclusive por transporte público, mas peguei um Uber saindo da Zona Colonial e me custou apenas 200 DOP (U$ 3,20), o mesmo preço que paguei para entrar no Parque. Além desse valor, paguei mais 50 DOP (U$0,80) para atravessar (ida e volta) no barco para o lago esmeralda. Vale muito a pena!










- Polígono Central
Após mergulhar na história do país explorando a Zona Colonial, fiquei curiosa para conhecer um pouco da Santo Domingo “moderna”. Foi aí que resolvi pegar um metrô para a Avenida Winston Churchill, que fica na região do Polígono Central. É um dos principais eixos modernos da capital, repleta de atrações que refletem o estilo de vida cosmopolita da cidade. Ao longo de sua extensão, encontram-se alguns dos centros comerciais mais sofisticados, como o Blue Mall e o Ágora Mall, além de restaurantes, cafés e torres empresariais que fazem da região um verdadeiro polo financeiro e cultural.
Infelizmente não tem metrô nas proximidades da Zona Colonial, mas, seguindo a dica do recepcionista do hostel, do Parque Nacional Los Tres Ojos, peguei um uber até a Estação Concepcion Bona, de onde fui de metrô até a Estação Pedro Mir. A estação fica perto do Agora Mall, então aproveitei para fazer um lanche na praça de alimentação. Em seguida, comecei minha longa caminhada descendo a avenida Whinston Churchil até a orla (Malecon).
Já chegando à orla (Malecón), há uma concentração de prédios públicos, como o Congresso Nacional. Um pouco mais a frente, passei pelo Pavilhão das Nações, espaço que simboliza a diversidade cultural e serve como ponto de encontro para eventos e exposições, reforçando o caráter internacional e vibrante da área.



- Boca Chica
Como uma amante do mar, não poderia sair de Santo Domingo sem pegar uma praia! Então decidi ir para Boca Chica, uma das praias mais populares próximas à capital, localizada a cerca de 30 km de distância. Conhecida por seu mar de águas rasas e cristalinas, protegido por um recife natural, é ideal para famílias e visitantes que buscam um ambiente tranquilo e seguro para banho. Ao longo da orla, encontram-se restaurantes e bares que servem frutos do mar frescos, especialmente o famoso peixe frito com tostones, além de opções de lazer como esportes aquáticos e passeios de barco.
Saindo do hostel, caminhei menos de 15 minutos até a parada da guagua (ônibus) perto do Parque Enriquillo. Apesar de ser um veículo antigo e um pouco apertadinho, não é desconfortável, tem bancos em couro e ar condicionado. Cada trecho custou 100DOP (U$ 1,60) e a duração da viagem até a pracinha de Boca Chica foi de 50 minutos. Também achei bem seguro. A praia fica a poucos metros da parada da guagua.

Como não era fim de semana, a praia estava bem tranquila, sem muita gente. Soube que ela fica lotada aos sábados e domingos. Dei minha caminhada e depois estirei a canga na areia para relaxar curtindo o visual!



Na beira-mar há restaurantes mais sofisticados, enquanto nas ruas paralelas predominam opções mais simples e econômicas. Ainda assim, nenhum deles me conquistou. A presença marcante de italianos na região faz com que a maioria dos estabelecimentos seja dedicada à culinária italiana.
- COMIDAS
Não me aventurei muito pelos restaurantes do entorno da Zona Colonial, o único que visitei foi o restaurante El Conuco, bastante turístico, onde provei um prato típico: La Bandera: arroz, feijão, carne de panela, salada e banana frita (bem parecido com o nosso “PF”). O lugar é lindo e bem colorido. À noite tem música ao vivo com dançarinos, mas eu não estava disposta a esperar.


E chegou ao fim minha estadia na capital da República Dominicana! Como eu já estava craque em me deslocar de guagua pela cidade, fui até o aeroporto em uma delas. Peguei a guagua expressa (100 DOP ≈ U$1,60), que chega em aproximadamente meia hora ao terminal. É importante destacar, porém, que esse transporte só entra no aeroporto até 10h da manhã; depois desse horário, os passageiros são deixados em uma parada a quase um quilômetro de distância. Nesse ponto, mototáxis aguardam para completar o trajeto, cobrando mais 100 DOP (≈ U$1,60). O inconveniente maior é para quem viaja com muita bagagem, já que o percurso final pode ser complicado nesse tipo de transporte.

Bom, pessoal! Confesso que Santo Domingo me surpreendeu positivamente. Apesar de não ter uma mega estrutura turística, tem bastante coisa para fazer. É um destino para todos os bolsos, inclusive para os mochileiros, e achei bem seguro (com as devidas precauções) para mulheres que viajam sozinhas.
Até a próxima!
MAPA:
POSTS ANTERIORES: