Comidas, festas e acomodação na Praia do Rosa – SC!

Olá, pessoal!

Foram seis dias incríveis que passei na Praia do Rosa, no litoral de Santa Catarina, no final do mês de dezembro de 2018 e e início de 2019. Já postei aqui suas belezas naturais e do seu entorno, que foi o que me atraiu inicialmente. Falarei agora sobre os outros atrativos do local que foram uma surpresa para mim: a quantidade e a qualidade de restaurantes, a animação da noite e a acolhida maravilhosa dos nativos.

ONDE COMER NO ROSA

Confesso que fiquei surpresa com a quantidade, variedade e qualidade dos restaurantes na Praia do Rosa. Peguei no mercadinho uma daquelas revistas com as dicas para turistas e as opções de restaurantes me encantaram. Fiquei com vontade de comer em todos! Foi difícil escolher! Acredito que fiz boas escolhas.

  • Restaurante Taioba

Fica em uma casinha bem no entrocamento do Centrinho. Quando li a descrição desse restaurante na revista, o coloquei no topo da minha lista pela ousadia do chef Rodolfo Scarpetti, um argentino que adota uma mistura de cozinhas (culinária”fusion”), inclusive a indígena. Achei uma graça o lugar: simples e charmoso!

Parte externa do restaurante Taioba
Interior do Taioba

Eles não possuem cardápio fixo, cada dia eles bolam o que vão servir e escrevem em uma folha de papel. Os ingredientes são os da estação e os peixes são fresquinhos, pescados pelo chef no próprio dia.

Cardápio do Taioba

Foi difícil escolher um prato do cardápio, pois todos pareciam deliciosos. O chef me explicou um por um e acabei escolhendo um peixe que ele havia pescado naquele dia acompanhado de arroz selvagem com farofa de castanha e um molho indígena. Estava saborosíssimo! Foi uma experiência incrível!

Meu almoço no Taioba: peixe com arroz selvagem e molho indígena

Esse restaurante de comida japonesa fica logo em frente ao Taioba, no cruzamento do centrinho. Toda vez que ia para a praia, passava na frente dele e ficava só na paquera, até que resolvi sentar e provar um dos seus pratos e não me arrependi. Escolhi uma porção de Uramaki (arroz por fora) com lâminas de salmão (R$24,00) que estava delicioso!

Uramaki com lâminas de salmão do Goen
  • Pizzaria Nonna Himola

É até engraçado, mas o terceiro restaurante que escolhi fica no mesmo cruzamento dos dois anteriores. Essa pizzaria foi indicação do dono do hostel onde me hospedei. Ela fica ao lado do Goen e, inicialmente, atrai os clientes pela promoção de pizza artesanal para duas pessoas por R$24,90, mas o clima do lugar e o delicioso sabor dos pratos conquistam de vez os frequentadores. Fui com as amigas do hostel e amamos o nosso jantar. Pedi uma pizza metade marguerita e metade 4 queijos e estava incrível! Mega recomendo!

Pizza com as amigas do hostel na Pizzaria Nonna Himola
Pizza metade 4 queijos e metade marguerita
  • Malagueta Gastrobar

Fica na rua principal do Centrinho e tem uma comida deliciosa e com ótimos preços. O cardápio é bem variado, tem açaí e “pratos feitos” diversos. Comi um macarrão ao molho branco com tiras de frango e estava delicioso! À noite, serve de apoio para a galera que fica bebendo na rua, pois oferece cervejas estupidamente geladas!

  • Studio do Açaí

Após passar horas caminhando pela trilha para a Praia do Luz sob o sol escaldante, não pensava em outra coisa que não um açaí caprichado. Porém não sou adepta daqueles cheios de xarope, gosto do mais natural possível. Lembrei de uma placa que vi em uma galeria do centrinho e fui até lá, onde achei o Studio do Açaí, bem pequenininho, mas aconchegante. Acertei em cheio, pois foi um dos melhores açaís que provei na vida! E o preço estava ótimo:  uma tigela de 300ml com banana por R$18,00!

Açaí com banana do Studio do Açaí
  • Crepe da Georgette

Esta creperia me conquistou com uma foto na revista, que mostrava um crepe maravilhoso! Fiquei obcecada por aquele prato. Como a creperia fica fora do centrinho e um pouco afastada do hostel, não arrumava nunca companhia, por isso resolvi ir sozinha. Ela fica no Caminho do Rei, na Estrada Geral do Alto do Morro. Passei por ela quando fiz a trilha para a Praia do Luz, mas estava fechada, pois só funciona depois das 18h. Portanto, tive que voltar a noite e valeu muito a pena. O lugar é super gracinha e aconchegante e, na parte de cima tem um mirante para a Lagoa Ibiraquera e é um dos melhores lugares para admirar o pôr do sol. Infelizmente, o céu estava encoberto por nuvens e não tive o prazer de presenciar o espetáculo do Sol, mas fiquei imaginando como deveria ser.

Mirante no Crepe da Georgette

Uma das coisas mais legais de lá é que os clientes conseguem visualizar a cozinha e o preparo dos crepes.

Cozinha e crepes no fogo

Confesso que foi difícil escolher apenas um crepe dentre as maravilhosas opções do cardápio, principalmente porque cada crepe era para duas pessoas e eu estava sozinha. Escolhi o crepe Caminho do Rei (R$49,00), que é de camarão com molho de tomate, queijo e temperos diversos, e estava incrível! Ele é gigante, dá tranquilamente para suas pessoas! Decididamente, se você for à Praia do Rosa, o Crepe da Georgette é uma parada obrigatória!

A felicidade de quem vai comer o crepe da revista!
Crepe Caminho do Rei

DIVERSÃO NOTURNA

A imagem que eu tinha da Praia do Rosa era de um lugar com praias lindas e com uma noite animada, mas eu não esperava encontrar tantas opções de bares e baladas. Não fui a todas, mas fui a algumas bem legais.

  • Centrinho

Durante a alta temporada a rua principal do Centrinho do Rosa vira uma verdadeira balada! Muita gente pela rua principal (Av. Porto Novo) em frente aos bares. Os mercadinhos ficam abertos até a madrugada para atender àqueles que querem comprar bebida mais barata do que nos bares e beber pela rua mesmo. É tanta gente que é preciso a ajuda da polícia para poder liberar a passagem dos carros que ainda insistem em transitar por ali.

Nos dias que passei por lá a concentração maior de pessoas era em frente ao Aloha e ao Bukit, que são bares com entrada franca e com música boa.

Rua principal do Centrinho do Rosa
  • Aloha

O Aloha é um barzinho bem descoladinho e famoso por suas “caipis” de frutas variadas, servidas em potinhos (R$30,00 ade vodca nacional) . Além disso, as bandinhas que tocam lá são muito boas. É o point oficial da galera do Hostel Vale do Rosa, onde me hospedei.

Aloha lotado e bandinha tocando
Provando a caipi de morango com pimenta do Aloha com a amiga Jaque
Galera animada do hostel no Aloha

Uma das baladinhas mais famosas na Praia do Rosa! A programação da última semana do ano estava intensa, incluindo djs internacionais. A entrada é paga e o valor depende do dia. No dia que teve dj internacional o ingresso estava por R$100.  Não esperem um lugar grande, pois não é. Tem um deck externo voltado para a rua e uma pista de dança em um espaço fechado.

Entrada do Beleza Pura Cosmic Bar

Foi o lugar que escolhemos para a virada do ano, pois o ingresso estava com um valor legal: R$50,00 para mulher e R$80,00 para homem. Por coincidência o pessoal da pousada onde meus amigos estavam hospedados também foram e a noite foi bem divertida, com direito a música da melhor qualidade com uma banda de pop rock de Florianópolis.

Réveillon com amigos no Beleza Pura

Eu queria passar a virada do ano na praia e depois ir para uma baladinha, mas não tinha como ir e voltar da praia sem suar e se sujar com areia, e não seria legal ir para a baladinha suja. Por isso, viramos o ano pelo centrinho mesmo.

A festa de réveillon mais famosa no Rosa é a Virada Mágica, em uma tenda na praia, ao lado da Fazenda do Rosa. Não animamos de ir para lá, porque é uma festa de música eletrônica e pelo valor, mais de R$500,00 por pessoa.

  • Quintal Butiá

Dentre as baladinhas que conheci, o Quintal Butiá foi a minha favorita! Fica um pouco mais afastado do centrinho, mas ainda é uma distância tranquila para ir caminhando. O lugar é bem amplo e legal, com vários ambientes.

A entrada até às 22:00 era gratuita para mulheres e R$60,00 para os homens, após isso ia para R$50,00 para as gatas e R$100,00 para os gatos. Apesar de ter adorado a balada, acho que esse valor já é demais e não vale. Os locais disseram que na baixa temporada a entrada fica bem barata, cerca de R$10,00.

Quintal do Butiá

Fui com as amigas curitibanas que conheci no hostel, super animadas! Conseguimos a entrada franca e ainda ganhamos de brinde uma dose da cachaça de Butiá. Não achei a bebida lá dentro muito cara (exemplo: 5 latinhas de Heineken por R$40,00) e eles vendem comida também, sendo a pizza o carro chef.

No ambiente principal, onde tem a pista de dança, rolam bandas e na parte de fora sempre tem um luauzinho com voz e violão. No dia que fomos a música estava muito boa e a balada encheu de gente bonita.

Amigas curitibanas animadas no Quintal Butiá

Perto do Quintal tem ainda o Pico da Tribo, uma baladinha que estava com uma programação bem animada naquele período, incluindo o show do Armandinho, sendo que, infelizmente, não deu para ir.

Uma dica que serve para qualquer baladinha com entrada paga no Rosa é procurar colocar o nome na lista (normalmente tem no Instagram da balada), pois sempre rolam descontinhos, principalmente para as mulheres.

  • Hospedagem

Quando eu resolvi passar o réveillon na Praia do Rosa com os meus amigos, ele já estavam com tudo organizado, inclusive a acomodação. Eles ficaram na Porto Pousada Praia do Rosa, que é bem legal, tem uma piscina, área para churrasco e o dono é bem gente fina e está sempre por lá. Porém, eles não tinham quarto individual e ficaria muito caro ficar sozinha em um duplo.

Resolvi procurar um hostel e encontrei no booking.com o Hostel Vale do Rosa, que é incrível! Ele é novo e fica em uma das transversais da rua principal do centrinho, menos de 5 minutos de caminhada. O lugar é bem tranquilo e não tive problema nenhum em voltar caminhando a noite, sempre tinha alguém caminhando por lá também, pois existem muitas acomodações por perto. A construção é toda em madeira e é bem aconchegante.

 

Hostel Vale do Rosa

No Japão eu provei dormir em cabines e adorei. Quando vi que esse hostel tinha essa opção, não hesitei e escolhi uma para mim. O pacote de réveillon não é parâmetro para saber se a acomodação tem um bom custo benefício, pois normalmente a diária fica muito mais cara que o normal. Paguei R$1.045,00 por quatro diárias na cabine com cama de solteiro, incluindo o café da manhã. Esse período em pousadas bem simples com uma boa localização estava saindo por mais de R$2000,00.

As cabines, construídas em madeira prensada, ficam em um anexo da construção principal do hostel. É um quarto grande com ar condicionado e com um bloco com dois sanitários, duas pias e duas cabines de chuveiro. O Rick, o dono mega gente boa, disse que vai construir um anexo para guardar as malas. Por enquanto, os hóspedes guardam suas malas nos armários que ele fez sob as camas, os quais podem ser fechados com cadeado.

Quarto com as cabines

Cada cabine tem uma cortininha para dar mais privacidade e uma luminária interna, além de um ponto de tomada. Elas são amplas, por isso a pessoa não tem se sente claustrofóbica dentro.  Eles oferecem também cabine com colchão de casal.

Minha cabine! Não reparem a bagunça!

O que eu mais gostei do hostel, além de ter achado a construção uma graça, foi a interação da galera e os espaços comuns ajudam muito. A cozinha é um dos pontos de encontro dos hóspedes. É bem ampla e toda equipada, além de que o mesão central facilita a interação, principalmente de manhã quando os hóspedes dividem o espaço para preparar seu café da manhã ou para comer o que já vem pronto no seu kit.

Cozinha do Hostel Vale do Rosa

Você deve estar se perguntando: kit de café da manhã?! Isso mesmo! Achei uma ideia maravilhosa do Rick, pois um dos problemas do café da manhã na maioria das acomodações é o horário. Muitas vezes o hóspede vai para a balada e não consegue acordar a tempo para comer. Lá no hostel, você pode pegar o seu kit a qualquer hora. O meu estava incluso na diária, mas ele custava R$20,00 por dia e vem com frutas, iogurte, pão, queijo, presunto, omelete,  geleia, manteiga, bolachas, amendoim e chocolate, e inclui ainda café com leite ou suco.

Kit de café da manhã

Outra área comum bem legal é a sala de TV, que também é uma gracinha!

Já posso voltar pro Rosa? É essa a vontade que me deu agora escrevendo sobre os dias maravilhosos que passei por lá. Voltarei com certeza! Espero que tenham gostado do relato!

Até a próxima!

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