Vale a pena passar três dias no Jalapão – TO?

Oi, pessoal!
Coloquei como meta para 2019 explorar um pouco mais do nosso “Brasilzão” e um dos lugares da lista era o Jalapão, um Parque Estadual do Tocantins que fica cerca de 200km de Palmas, capital do Estado. O problema era que eu tinha poucos dias para essa viagem e estava em dúvida se valia a pena passar apenas três dias por lá.
Como a Cris, uma amiga, estava passando uma temporada em Palmas e também estava louca para ir ao Jalapão, resolvemos fazer essa viagem curtinha. Confesso que estava numa correria tão grande de trabalho e estudos que não tive tempo para pesquisar e organizar, mas, graças a Cris, nossa trip saiu do plano das ideias.
Contratamos o pacote de três dias com a empresa Jalapão 100 Limites pelo valor de R$1.512,00 (conseguimos um descontinho legal pela parceria). O pacote incluía: transporte em carros 4×4 novinhos e revisados, saindo do hotel em Palmas e voltando para ele; acomodação em pousadas confortáveis; todas as refeições (comida caseira da melhor!); lanchinhos, frutas, água, refrigerante e sucos o tempo todo, com direito a um pique-nique no primeiro dia, que teve até tapioca feita na hora; guia/motorista de primeira; e o bilhete de entrada nos atrativos. A princípio, achei caro, mas quando cheguei lá e vi a qualidade dos serviços e a precariedade da estrada e das cidades, passei a achar o valor super justo!
Carro 4×4 da Jalapão 100 Limites
Voei de Maceió para Palmas com a Gol e foi um voo legal, considerando que não existe voo direto para lá saindo de Maceió. Consegui um que fazia uma conexão de 2h45min em Brasília. A volta foi semelhante.
Em Palmas, eu me hospedei no hotel em que minha amiga estava morando:  103 Hotel & Flats. Sua localização é ótima, bem central, perto da Praça dos Girassóis. Do aeroporto para o hotel eu fui de Uber e levou cerca de 25minutos, e o valor ficou em torno de R$30.
Hotel 103 hotel & flats em Palmas
Mostrarei agora como ficou nosso roteiro de 3 dias no Jalapão:
  • Jalapão – DIA 1

Conforme combinado, às 6:30 nosso guia Reginaldo nos pegou no hotel. Antes disso, um dos donos da agência, Daniel, estava lá no hotel e tomou café da manhã conosco, falando um pouco da sua empresa que tem pouco mais de 2 anos. Tivemos uma ótima primeira impressão!

Saímos de Palmas com Reginaldo e mais um casal e, após  180km de muita chacoalhada nos buracos da estrada (asfalto ruim e um bom pedaço de estrada de chão), paramos rapidamente em uma pousada, já no Jalapão. Lá  nos juntamos ao restante da galera que tinha começado a expedição um dia antes. Foi aí que montamos nosso maravilhoso sexteto do carro do Reginaldo: Cris, eu, Lina, Paulo, Mirella e Felipe, dois casais mega animados!

Se
Reginaldo e o “Sexteto Fantástico”

Um pouco depois da pousada da galera, chegamos à nossa primeira atração, que fica no município de Ponte Alta: o Cânion Sussuapara. A caminhada do carro até lá é bem curtinha, menos de 5 minutos!

Trilhazinha para o Cânion

Essa parada foi bem rápida, já que era um local mais para fotos. Bem bonito! O que achei mais legal foi a água que caía constantemente do topo do cânion, dando um efeito mágico ao local.

Cânion Sussuapara
Cânion Sussuapara
Cânion Sussuapara
Cânion Sussuapara

Voltamos para a estrada de chão por mais 2,5h até as Praias do Rio Novo, lugar encantador! Passaria fácil o dia todo lá. Essa praia de rio não deixa nada a desejar para as praias de águas salgadas! Uma delícia de banho e um visual maravilhoso! 

Prainha do Rio Novo
Prainha do Rio Novo

Passamos pouco mais de 1 hora na praia e depois fomos para a área de pique-nique fazer nosso lanche, com direito a tapioca feita na hora pelos guias!

O guia Cazé caprichando na tapioca!
Pique-nique caprichado do Jalapão 100 Limites!

Levamos apenas mais 10 minutos de carro até chegar à terceira parada: a Cachoeira da Velha, onde só tiramos fotos, pois a queda d’água é bem forte. Fomos presenteados com um belo arco íris na cachoeira!

Vista da entrada do caminho para a Cachoeira da Velha
Cachoeira da Velha
Arco-íris na Cachoeira da Velha

Em seguida, foi pé na estrada novamente! Mais 2,5h de estrada de chão, tendo como destino final as dunas para o por do sol. Fizemos umas paradinhas para provar sorvetes locais e para fotos em cima do carro com os belos visuais de fundo!

Foto oficial do guia Reginaldo e seu sexteto fantástico!
Posando com o lindo relevo do Jalapão

Diferente dos demais atrativos, esse foi o único que demandou uma caminhadinha, mas nada muito difícil.

Caminho para as dunas
Chegando às dunas

O cenário das dunas é belíssimo! Lugar mega fotogênico! Pra cada lado que olhava era uma vista mais bonita!  O contraste de cores me encantou e o espetáculo do pôr-do-sol foi indescritível!

No topo das dunas
Mais um lido visual do topo das dunas!

Agora com a Cris, parceira de viagem!

Pôr do sol nas dunas

Essa foi a última atração do dia, mas ainda precisávamos jantar e chegar até nossa pousada. Então… pé na estrada mais uma vez! Um horinha de muito balanço até chegar ao Restaurante Extremo. Valeu muito a espera, pois a comida estava deliciosa! De dentro do carro já dava para sentir um cheirinho das comidinhas caseiras!

Comida deliciosa do Restaurante Extremo

Depois foram só mais 5 minutinhos e chegamos à Pousada Buritis do Jalapão, em Mateiros, onde descansamos com muito conforto!

Pousada dos Buritis
  • Jalapão – DIA 2
Após um saboroso café da manhã na pousada, seguimos para os nossos atrativos! Era o dia oficial dos banhos! Estava mega ansiosa para conhecer os famosos fervedouros do Jalapão. Esses fervedouros são formados por nascentes de águas subterrâneas que afloram junto com areia. Pelo que os guias explicaram, esses “olhos d’água” afloram em meio à vegetação e, para formar aqueles “lagos” de águas transparentes, é preciso limpar a área e plantar algo que faça a contenção das margens (normalmente é bananeira) para evitar o assoreamento. Com o passar do tempo, a água e a areia que afloram vão deixando o local maior e bem limpinho. Achei isso bem interessante! Amei todos!
O primeiro que visitamos ficava a 40 minutos de carro da pousada, foi o Fervedouro do Ceiça que, segundo nosso guia, foi o primeiro a ser descoberto na região.  Por ser pequeno e para preservá-lo, só podia entrar de 6 em 6 pessoas, com 15 minutos para cada grupo.
Caminho para o fervedouro (bem pertinho do carro)
Fervedouro do Ceiça
O segundo banho do dia ficava bem perto do anterior, foi o Fervedouro Recanto do Salto, um pouco maior que o primeiro e com uma deliciosa bica!
Fervedouro Recanto do Salto
Tentando afundar no Fervedouro Recanto do Salto
Bica do Recanto do Salto
Ponte para chegar ao Recanto do Salto
Mais adiante um pouco, chegamos ao famoso Fervedouro do Buriti, cujas fotos fazem sucesso nas redes sociais. Assim como todos os demais, o acesso é controlado e só podíamos ficar 20 minutinhos dentro da água! Saímos com vontade de quero mais!
Fervedouro do Buriti
Fervedouro do Buriti
Fervedouro do Buriti
Mergulhando com os peixinhos no Fervedouro do Buriti
Sexteto fantástico no Fervedouro do Buriti
Após um delicioso banho no fervedouro, almoçamos no restaurante que tem lá mesmo, onde nos deliciamos com uma maravilhosa comida caseira!
Almoço com a galera
E nada de cochilo pós-almoço! Seguimos para mais um banho: Fervedouro 100 limites. Nessa atração nossa expedição tinha exclusividade, pois é dos pais de um dos guias, por isso pudemos passar mais tempo.
Fervedouro 100 limites
Além do fervedouro, tem a atração do “boia cross” no Rio do Sono! Muito legal ficar passeando pelo rio em cima da boia!
Boia cross no Rio do Sono
Boia cross no Rio do Sono
Rio do Sono
Rio do Sono
Para variar um pouco a sequência de banhos, partimos para a Cachoeira da Formiga. Confesso que estava até pensando em não entrar, já que estava cansada do “molha e seca”! Mas, quando me deparei com aquela água maravilhosa, não pensei duas vezes antes de mergulhar! Esse foi o único atrativo que tinha mais gente, já que os demais estavam bem tranquilos. Conseguimos tomar banho de boa, apenas as fotos ficaram um pouco prejudicadas.
Antes de ir embora, resolvi desbravar mais um pouco, seguindo a correnteza pelo cantinho, e cheguei a um lugar belíssimo!!! O azul da água é de impressionar!
Cantinho paradisíaco da Cachoeira da Formiga
Cantinho paradisíaco da Cachoeira da Formiga
E aí? Está achando que já está bom de banho?! Nada disso! Ainda falta o último do dia! Quer dizer, da noite! hahah!! Isso aí! Teve banho noturno no fervedouro! Foram duas horas de estrada até chegar ao Fervedouro Bela Vista, em São Félix, que era o nosso destino final, mas, como nos atrasamos alguns minutinhos, não pudemos entrar e mudamos para o Fervedouro do Alecrim. Apesar do friozinho dentro da água, foi um banho delicioso e, por ser maior, pudemos ficar praticamente todos da expedição juntos e por mais tempo.
Banho noturno no Fervedouro do Alecrim
Fechamos o dia com um delicioso jantar na Pousada Bela Vista e, em seguida, fomos descansar na Pousada Cachoeiras do Jalapão. Os quartos da pousada são bem amplos e novinhos! Foi uma ótima dormida!
Jantar na Pousada Bela Vista
  • Jalapão – dia 3

Após uma delícia de café da manhã na pousada, seguimos para os fervedouros da redondeza. Primeiro fomos ao Fervedouro Bela Vista, que não conseguimos visitar na noite anterior.

Passarela para o Fervedouro Bela Vista
Fervedouro Bela Vista
Fervedouro Bela Vista

Por fim, visitamos o Fervedouro Alecrim, onde tomamos nosso banho noturno. Lá vimos algumas iguanas, bem camufladas nas folhas verdes.

Fervedouro Alecrim
Iguana no Fervedouro Alecrim
Galera após o último banho de fervedouro

Encerramos a manhã com um banho gelado na Prainha que fica junto do Fervedouro Alecrim. O banho estava bom, mas os mosquitinhos não nos deixaram aproveitar mais!

Prainha que fica junto do Fervedouro Alecrim
Galera na Prainha

Retornamos para a pousada para nos arrumarmos, almoçarmos e, em seguida, colocar o pé na estrada de volta para Palmas! Fizemos uma paradinha para fotos na Serra da Catedral e depois no Morro Vermelho. Este último não achei muito interessante, mas valeu para dar uma esticadinha nas pernas e ir ao “matoalete” (isso mesmo, como passamos horas na estrada sem passar por um povoado e sem um posto se quer, a alternativa para as necessidades é o mato! ahhaha).

Serra da Catedral
Pit stop na Serra da Catedral

Em seguida, foi só estrada! Cerca de 7 horas dentro do carro, sendo 6 horas de muito remelexo na estrada de chão.

Pé na estrada!!
Equipamento de proteção na hora do remelexo na estrada
Pôr do sol na estrada

Chegamos às 20h em Palmas e encerramos a expedição com uma festinha de aniversário, no hotel em que eu estava hospedada, como presente da agência para uma das integrantes da expedição.  Apesar das diversas horas chacoalhando dentro do carro, foi uma viagem maravilhosa!

O Jalapão é incrível e muito fotogênico! Amei cada banho e cada visual! Fiquei apaixonada pelos fervedouros! A organização da agência Jalapão 100 Limites teve um importante papel nisso. Estão de parabéns! Tudo impecável! Nosso guia Reginaldo, além de muito responsável, era muito divertido! Não sei como seria sem o conforto e a segurança do carro da expedição! E a galera foi a cereja do bolo! Cris e eu pensávamos que ficaríamos um pouco isoladas nessa viagem e acabamos ganhando novos amigos!

Galera da expedição

Portanto, a minha resposta para o título desse post é: SIM! Vale muito a pena passar três dias no Jalapão! Como vocês viram, consegui fazer muita coisa. Mas, se você tiver mais tempo, recomendo 4 dias, pois, assim como o resto da galera da minha expedição, terá um dia só com cachoeiras. A agência oferece pacotes com mais dias também. Mas, se você, assim como eu, não tem muito tempo disponível, não deixe isso te impedir de conhecer esse paraíso!

Ah! Está pensando que acabou aí? Ainda arrumei um dia para conhecer um pouco da capital do Tocantins. Vejam o próximo post! Foi bem rápido, mas valeu!

Até a próxima!

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