Explorando La Paz (Bolívia) e seu entorno

Oi, pessoal!

Olha eu na Bolívia! Pois é! Após mais de dois anos sem poder deixar o Brasil por causa da pandemia, fiz minha primeira viagem ao exterior e o lugar escolhido foi esse país, um de nossos vizinhos na América do Sul! O 44º país que visito!

O motivo da minha escolha foi um antigo sonho de descer a Estrada da Morte de bicicleta e também a vontade de conhecer o Salar de Uyuni. Adiciono a isso o fato de a Bolívia ser um destino barato, o que pesa muito no cenário que vivemos de passagens caríssimas e Real desvalorizado!

Você vai sozinha?! Foi a pergunta que mais ouvi de amigos e familiares! Quem me conhece sabe que curto viajar sozinha e, lógico que dei uma checada antes para verificar se era seguro e vi que era.

Ah! Também queria um destino que não precisasse de tanto planejamento prévio, já que estava sem tempo. Constatei que a escolha foi perfeita! São inúmeras agências oferecendo passeios com saídas todos os dias, vários hostels nas proximidades das atrações turísticas e é bem fácil viajar de uma cidade para outra com ônibus muito confortáveis, com ótimos preços e com a possibilidade de comprar a passagem na hora.

E foi assim que um maravilhoso roteiro de 9 dias pela Bolívia se concretizou e vou compartilhar com vocês essa aventura, dividindo os relatos em 3 posts. No primeiro, este aqui, apresentarei as experiências que vivi em La Paz e no seu entorno. O segundo vai ser específico sobre o famoso deserto de sal boliviano, o Salar de Uyuni, assim como o deserto que fica ao sul do país, com paisagens exuberantes. Por fim, um post sobre Sucre, a capital da Bolívia, e algumas dicas gerais que considero importantes para quem vai visitar o país.

Mas a capital não é La Paz?! Não! La Paz é onde fica a sede do governo boliviano, mas a capital oficial é Sucre, mais conhecida como a “Cidade Branca”, uma referência à cor das construções no seu centro Histórico.

Cheguei à La Paz em um voo da companhia aérea Boliviana de Aviación (BOA), após uma rápida conexão em Santa Cruz de La Sierra. O aeroporto (Aeroporto Internacional El Alto) fica em El Alto, cidade distante cerca de 30 minutos (de carro) do centro de La Paz, onde me hospedei.

Ao final, foram 5 dias explorando La Paz e seu entorno, incluindo um dia para fazer o passeio da Estrada da Morte e outro para explorar a região de Charquini, como vocês poderão ver a seguir:

  • Explorando o Centro de La Paz

Achei interessante que a parte de La Paz (o nome completo é Nuestra Señora de La Paz) onde se concentram os turistas é o Centro, bem pobre e rodeado por aglomerados de casas sem acabamento, que lembra muito as favelas cariocas. Porém, em nenhum momento, me senti insegura andando pelas ruas, que sempre estavam cheias de gente.

Muitos visitantes nem conhecem a parte “rica” da cidade. No meu caso, passei rapidamente pelo bairro Sopocachi, de classe média alta, com construções mais novas.

Como sempre gosto de fazer, comecei a viagem fazendo um tour guiado a pé. O mais procurado pelos turistas estrangeiros, é o Red Cap Cit Walking Tours, que cobra uma pequena taxa (não é como o “free walking tours” comuns na Europa), mas acabei fazendo o da agência Altitud, que fica no hostel Wild Rover, onde fiquei hospedada. Paguei 20 Bo (R$16) e o tour acabou sendo privado, pois não apareceu mais ninguém. Adorei, pois fui ajustando o roteiro, fiz várias perguntas à guia Liz, que me deu muitas dicas legais!

Começamos pela Praça Murillo, bem pertinho do hostel. Lá ela me contou um pouco da história do país, colonizado, no século XVI, pelos espanhóis, quando fazia parte do Peru, correspondendo à região então conhecida como Alto Peru.

A praça tem grande importância histórica, recebendo o nome em homenagem a Pedro Domingo Murillo que comandou as tropas bolivianas na guerra contra a Espanha. Atualmente, é o “Marco Zero” da cidade e é rodeada por importantes edifícios públicos, como o Palácio do Governo e a Assembleia Legislativa Plurinacional (Parlamento), além da Catedral Metropolitana de La Paz.

Praça Murillo
Palácio do Governo da Bolívia, com um prédio mais antigo a frente e um mais moderno atrás
Sede do Parlamento boliviano, que também mistura o “velho” e o “novo”
Relógio com os números trocados
Catedral Metropolitana de La Paz

Seguimos o tour, passando pela Calle Comercio, a “rua do Comércio” de La Paz, atravessamos a avenida Montes, por uma passarela que levava ao Mercado Lanza, principal mercado público da cidade, onde é possível encontrar diversas opções de comidas, assim como produtos diversos. Uma de suas fachadas recebeu um pintura do famoso pintor boliviano, Roberto Mamani Mamani, com suas figuras indígenas. Inclusive, visitei a galeria desse artista que fica perto da Praça Murillo.

Painel de Mamani Mamani no Mercado Lanza

Uma das saídas do mercado dá acesso à Praça São Francisco (Plaza Mayor de San Francisco), onde diariamente ocorrem manifestações populares, e onde fica a Igreja e Convento de São Francisco (Basília Menor de San Francisco). Essa igreja é belíssima por dentro, com arquitetura barroca, mas não pode tirar fotos do interior.

Praça São Francisco
Igreja e Convento de São Francisco

Subimos pela rua Sagarnaga, onde se concentram hotéis, agências de turismos, restaurantes e várias lojinhas de souverirs e de produtos locais. Em uma de suas ruas transversais, a rua Linares (a rua dos guarda chuvas), fica o Mercado das Bruxas, com lojas repletas de produtos “exotéricos”, como as oferendas com fetos de llamas e figuras em açúcar representando objetos de desejo, amuletos e imagens do “Tio”, o baixinho de prosperidade (a guia disse que, durante a guerra contra a Espanha, período de muita escassez de comida, um baixinho apareceu trazendo comida e virou símbolo da prosperidade).

Rua Linares com seus guarda chuvas “instagramáveis”
Loja no Mercado das Bruxas
Oferenda
O Tio, símbolo de prosperidade

Caminhamos pelas ruas do entorno da Sagardana, passando pelo Mercado Rodriguez, um grande mercado ao ar livre (nada muito atraente), e chegamos à Praça São Pedro, onde fica o Presídio São Pedro, ainda em funcionamento e com presos famosos. Segundo a guia, o presídio era aberto à visitação turística (acreditem se quiser!), mas as visitas foram proibidas, pois muitos “turistas” aproveitavam o tour para comprar drogas.

Praça São Pedro
Presídio São Pedro ao fundo (não pode tirar foto perto)

Terminamos o tour ali mesmo, já que a parada final seria no Mercado Camacho, outro mercado público, que eu já conhecia. Ao lado desse mercado, tem o Centro Comercial Camacho, mais moderno, com uma praça de alimentação e academia.

Mercado Camacho
Centro Comercial Camacho
Praça de alimentação do Centro Comercial Camacho

Continuei explorando o Centro de La Paz sozinha. Fui conhecer algo que me chamou bastante atenção: o transporte urbano por meio de teleféricos. São diversas linhas com teleféricos e estações modernas que se interligam, facilitando o deslocamento entre as diversas partes da cidade, já que por terra, as vezes é inviável, devido aos congestionamentos e ao trânsito caótico.

A linha Vermelha é uma das que levam à cidade vizinha, El Alto (ponto final), 450m mais alta que La Paz. A passagem custa 3 Bo (R$ 2,40), mas, se for trocar de linha, paga mais 2 Bo (R$ 1,60). Lá em cima tem um mirante apertadinho com uma linda vista da cidade.

Estação da Linha Vermelha do teleférico
Modernos teleféricos e estações limpinhas
O mirante ao lado da estação El Alto da Linha Vermelha
Vista do mirante com a Cordilheira dos Andes ao fundo com seu topo nevado

Após explorar o Centro de La Paz, resolvi me aventurar pelo seu entorno. Comecei pela tão sonhada Estrada da Morte, depois o Vale da Lua e, por fim, a exuberante Lagoa Charquini. Confiiram:

  • Estrada da Morte de bike

Como já falei, esse foi um dos passeios que me levou à Bolívia. Quem me conhece sabe que sou louca por bike, mais especificamente, por mountain bike. Alguns amigos já haviam feito esse tour e fiquei morrendo de vontade de fazer também.

Todas as agências de turismo de La Paz oferecem esse passeio, com preços variados, mas o roteiro é o mesmo, o que varia é o equipamento. Escolhi a Ampharal, que me cobrou 350 Bo (R$ 280,00) com a bicicleta Full (suspensões dianteira e traseira), incluindo todo o equipamento de segurança, o transporte (pegando no hostel), água, lanchinhos e almoço ao final em uma pousada com piscina.

Foi uma correria só, pois eu tinha acabado de chegar de Sucre, após uma viagem de 10 horas de ônibus. Foi o tempo de fazer o check in no hostel, deixar as coisas, pegar uma comida pra viagem e a van chegou. A agência que fez o passeio (dificilmente é a mesma que contratamos, isso é comum lá) foi a No Fear, meio desorganizada, mas os guias foram legais e deu tudo certo ao final. Na minha van só tinham meninas: Eva (espanhola), Hanna (alemã), Bianca (alemã), Anja (suíça) e eu. Elas são super legais e arrasaram no pedal! Nos juntamos a um grupo que estava em outra van e era composto por alguns meninos de Israel e quatro bolivianos (3 rapazes e uma moça).

Van com as bicicletas

Após duas horas na van, chegamos ao ponto de partida, na Laguna Estrellani, onde nos entregaram os equipamentos e passaram as orientações. Já imaginava que a bike não seria muito nova, mas estava em boas condições de manutenção e, o mais importante, com freios e suspensões funcionando bem! Quando vesti o equipamento (jaqueta, calça, capacete, luvas, cotoveleiras e joelheiras), parecia que eu ia fazer um rally de moto! Pelo menos, estava protegida! Hahah

Já equipada no ponto de partida do 1º trecho: Laguna Estrellani

O primeiro trecho, em asfalto, é mais para os guias verificarem as “habilidades” dos bikers e para que estes se acostumem à bike.

Começo da descida com um visual maravilhoso!
Eu e minhas amigas da van na primeira parada
Prontas para o primeiro trecho de terra (e muita pedra)

Depois do primeiro trecho, voltamos para a van que nos levou para o início da Estrada da Morte, onde tem um mirante (Mirador Chuspipata) com uma vista maravilhosa! A estrada recebeu esse nome devido aos diversos acidentes fatais que aconteceram lá, devido a sua pouca largura (apenas 3m) e aos precipícios. Hoje ainda passam carros, mas com menos frequência, visto que, em 2008, construíram uma rodovia nova.

A partir deste ponto, começa a brincadeira de verdade! Descida até Yolosa em estrada de terra, cascalho e pedras. No total, são 64km, com uma variação de altitude de mais de 3000m, já que começamos a 4680m na Lagoa Estrellani e, no ponto final, a altitude é de cerca de 1100m! Com isso, o clima e a vegetação também vai mudando, de modo que saímos no frio e chegamos no calor. Fizemos tudo em menos de 4 horas, com direito a várias paradas para fotos! Ah! E não precisa ser experiente em mountain bike para fazer esse passeio, é bem tranquilo, basta saber andar de bike e ter um bom controle, já que, em alguns pontos, é preciso de um pouco de técnica para não cair nos cascalhos.

Aqui começa a Estrada da Morte!
Mapa da Estrada da Morte
O visual é incrível!
Um pouquinho da aventura (sou a 3ª que passa pela água)
No caminho, tem a belíssima Cachoeira San Juan!
Já em um ponto mais baixo, com uma vegetação mais verde e com calor!
Só as chicas!

Ao final, nos levaram para um hotel para almoçar. Foi buffet livre, com uma boa variedade de comida, que estava bem gostosa. Só não nos deram nada para beber! Tinha uma piscina, mas já estava começando a esfriar, aí não encaramos. Depois foram mais 3 horas de van até o hostel! Sonho realizado!

Buffet do almoço
As sobreviventes da Estrada da Morte!
  • Vale da Lua (Vale de La Luna)

Vi na agência um passeio para Chacaltaya, um dos picos da Cordilheira dos Andes onde havia uma estação de esqui (a mais alta do mundo), que foi desativada por escassez de neve decorrente do aquecimento global. Ele incluía o Vale da Lua, que me chamou atenção. O passeio custava 120 Bo (R$ 100,00) e dura o dia todo. Não quis fazer, pois vi que Chacaltaya estava com pouca neve e já ia fazer outra montanha, Charquini. Então resolvi fazer o Vale da Lua de forma independente, pois vi que ficava dentro de La Paz.

Fui com a Hannah, uma alemã que conheci no passeio da Estrada da Morte. Pegamos um micro-ônibus de linha (transporte coletivo urbano comum) na rotatória (Plaza Belem) ao final da rua Linares, perto da rua Belzu. Para ir para o Vale de la luna pode pegar os que têm escrito Mallasa e Valencia, mas é só perguntar se vai pro Vale de la luna que eles dizem. A passagem custa 2,60 Bo (R$2,08) se paga com trocado ou 3 Bo (R$2,40) se vai precisar de troco, mas só descobrimos depois, pois agamos 5 Bo. Acho que quiseram “aplicar” nas gringas! Na volta, uma local nos ajudou e pagamos o valor certo. Dá menos de de viagem e é bem tranquilo e seguro. É bem interessante o caminho no ônibus, pois passa pelo bairro de Sopocachi, com construções mais novas. Mas a boliviana que veio com a gente no ônibus disse que os ricos mesmo moram na Zona Sul. Os táxis cobram uns 40bo para levar pra lá.

Micro-ônibus que pegamos para o Vale da Lua

O ingresso custa 15 Bo (R$12,00) e fecha às 17h. Segundo eles, aquele vale antes era um mar. Agora ficam imensas formações rochosas de areia, constantemente esculpidas pelo vento e pela chuva, com uns cactos dispersos. O caminho é todo sinalizado. Têm duas opções de rota: de 15 minutos e de 45 minutos. Fizemos a maior. Depois pegamos o ônibus de volta para o Centro.

Entrada do Vale da Lua
Achei essas formações rochosas bem diferentes
Difícil imaginar que isso tudo um dia foi mar!
  • Charquini e a Lagoa Esmeralda

Fechar a trip da Bolívia com chave de ouro! A lagoa Charquini foi um dos lugares mais lindos que conheci na minha vida! Recomendo muito esse passeio! Muitos não conhecem, mas vale muito a pena! também contratei com a Ampharal, mas a que fez o passeio foi a agência Monkey Travel Bolívia, com uma guia bastante experiente nesse roteiro. O tour saiu por 150 Bo (R$120,00), incluindo o transporte (saindo do hostel), guia, um lanchinho e fotos. No meu grupo tinha uma francesa e quatro bolivianos de Santa Cruz de La Sierra.

Após cerca de 2 horas na van, chegamos à primeira parada, o Mirante Gilarada, de onde dá para avistar a montanha Huayna Potosi, a mais procurada na Bolívia para escalada e cujo cume fica a 6088m de altitude, e a montanha Chacaltaya com a estação de esqui desativada.

Grupo no Mirante Gilarada para ver o Huayna Potosi (pico nevado ao fundo) e a Chacaltaya (montanha no lado direito)
Huayna Potosi mais de perto (quem vê, parece fácil subir, mas não é!)

A segunda parada foi na Lagoa Colorada, cuja cor acobreada se deve aos diversos minerais presentes na água (cobre, niquel, estanho). Ela é utilizada exclusivamente para mineração, por isso é imprópria para banho. Ao lado, tem uma represa de onde sai a água que alimenta parte da cidade, a qual não escapa de um pouco de contaminação dos minérios.

Lagoa Colorada

Em seguida, paramos no Cemitério de Alto Milluni, com cerca de 100 anos. É onde estão enterrados os mineiros e suas famílias. Na década de 1960, o ditador que governava a Bolívia mandou matar os mineiros,  pois se sentiu ameaçado já que eles tinham uma rádio para comunicação.

Cemitério com a Huayna Potosi ao fundo

Os jazigos com lápides com cruzes retas são de homens, as com cruzes com flores ou laços são de mulheres e as em formato de barco são de crianças.

Jazigos de homens e mulheres
Jazigo de uma criança

A família de um turista que fez a caminhada do Huayna Potosi por diversas vezes resolveu homenageá-lo colocando essa câmera lá! Não podia perder o clique!

Depois, chegamos ao ponto de partida da caminhada. Foi apenas 1km, mas a altitude deixa a caminhada mais difícil. Saímos de 4600 m de altitude até 5024 m. Levamos cerca de uma hora e meia. A guia nos emprestou um stick para ajudar na subida e fomos subindo devagar, parando para respirar. Não estava tão frio (não sei se foi porque eu estava bem agasalhada), mas os cursos de água do caminho estavam congelados e tinha vários pontos com neve no caminho.

Começo da caminhada
Campo base da caminhada a 4600 m de altitude
Tudo congelado!
Acho que essas llamas estão esperando a água descongelar para beber! hahhah
Quase lá!

Quando chegamos à lagoa, fiquei impressionada com sua beleza e com a cor da água. Surreal! Muitas fotos! A guia nos deu um lanche lá e ficamos cerca de 1 hora. Não é permitido subir na parte nevada da montanha. Antes podia, mas em agosto de 2021 houve um acidente com um rapaz que estava fazendo snowboard e, desde então, proibiram a subida. Crianças só são permitidas a partir de 10 anos.

A Lagoa Charquini com o seu nevado ao fundo
Nosso lanche com esse visual incrível!
A guia levou até um poncho para as fotos e vídeos!
Meu chapéu fez sucesso na sessão de fotos do grupo!

A descida foi bem rápida e fácil. A volta para o hostel foi direta e levou cerca de uma hora e meia.

  • Me aventurando nas comidas de La Paz

Uma das coisas que mais gosto nas viagens é de provar da culinária local. Apesar de ter visto vários relatos de turistas que tiveram problemas estomacais e intestinais na Bolívia, resolvi arriscar, principalmente nos mercados públicos, como o Mercado Camacho e o Mercado Lanza, pois é onde encontramos as mais variadas comidas e bebidas tradicionais da Bolívia. Além disso, me aventurei em algumas comidinhas de rua também, já que não resisti a tanta oferta, pois nas ruas do centro de La Paz o que mais têm são pessoas vendendo comida. Provei, por exemplo, salteñas (de forno e parece com a empanada argentina), llaucha (como uma empanada grandona cheia de queijo), api (uma bebida quente e doce feita com milho), o suco de tumbo (uma frutinha cítrica deliciosa que eu não conhecia).

Acho um pecado sair da Bolívia sem tomar, ao menos, um suco no mercado. São diversas barraquinhas com uma imensa variedade de frutas e com um precinho super em conta, cerca de 7 Bo (R$5,60) o copão, batido com água ou com leite, e com direito à chorinho que é quase um novo copo, basta dizer que quer a “yapa”.

Café da manhã típico no Mercado Camacho: api com pastel de queijo (10Bo = R$8,00)
Suco de tumbo

Também comi em restaurantes:

  • La Casa de Camba, que fica na praça de alimentação do Centro Comercial Camacho, onde eu provei um prático típico: majao de charque com carne (39 Bo = R$31,00), que vem arroz frito, macaxeira (aipim/mandioca), banana da terra, salada e carne. Estava muito bom!
Majao de charque com carne
  • Restaurante Tambo do Hotel Sagarnaga – pedi o menu do dia (25 Bo = R$20,00), que vem uma sopa de quinoa de entrada, silpancho (carne moida prensada empanada com pão, com arroz e batatas) de principal e, de sobremesa , iogurte com frutas;
  • Restaurante Bolivian Green Kitchen – chegando lá, descobri que eles compartilham o cardápio com o Tambo, onde eu já havia almoçado, e com o Café del Mundo, que fica no térreo do Bolivian Green Kitchen e ao lado do Hotel Sagarnaga. São três ambientes bastante agradáveis! É bastante procurado por europeus, pois oferece diversas opções internacionais (comida italiana, indiana e mexicana, por exemplo), além de pratos vegetarianos e veganos. Uma explicação que ouvi de uma francesa foi a de que os europeus não se dão muito bem com a comida típica boliviana. Almocei lá com a Hanna, alemã que conheci na Estrada da Morte. Pedimos uma quesadilla de champignon e um ceviche vegetariano com palmito, mamão, milho e cebola e dividimos (ficou 31Bo para cada, ou seja, cerca de R$ 25,00). Estava bom, mas esperávamos mais. O lugar é mega agradável e tem vista para a movimentada rua Sagarnaga.
Restaurante Bolivian Green Kitchen
Hanna e eu almoçando no Restaurante Bolivian Green Kitchen
  • Acomodação

Quando viajo sozinha sempre opto por me hospedar em hostel (albergue) para poder fazer novas amizades e também para reduzir o custo da acomodação. Em La Paz, me hospedei no Wild Rover, que é gigantesco, com mais de 170 camas distribuídas em diversos dormitórios, além de oferecer a opção de quartos privados. Ele tem uma ótima avaliação no hostelworld.com (site que sempre uso para reservar hostels, pois garante a qualidade dos estabelecimentos) e sua localização é ótima, pois, apesar de não ficar no burburinho do entorno da rua Sagarnaga, fica perto e é uma área bastante segura, já que fica a poucos metros do Palácio do Governo e do Parlamento. Alguns dos seus dormitórios possui camas do tipo cabine com uma cortina, que garante mais privacidade, essa foi a minha escolha.

Minha cabine no hostel

Ele tem um bar bem legal, bastante procurado, inclusive por hóspedes de outros hostels, com um ótimo cardápio de bebidas e de lanches, além de café da manhã (mas é mais caro que a média dos restaurantes).

Delicioso hambúrguer de quinoa com guacamole e drink do bar do hostel

Outra grande vantagem são os banheiros, sempre limpos, modernos e com um sistema de aquecimento de água que não é elétrico (o mais comum na Bolívia), de modo que a água dos chuveiros sempre sai forte e a temperatura pode ficar bem quente, se for preciso, o que, dificilmente, se consegue no chuveiro elétrico (lembrando que estava fazendo muiiiitooo frio na Bolívia).

Espero que tenham curtido esse post da mesma forma que curti minha estadia em La Paz! Continuem acompanhando os posts para saber o que mais visitei na Bolívia, como também para conhecer dicas importantes para quem pretende visitar o país!

Confiram os locais que visitei no mapa:

Um comentário

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.