Conhecendo a Suíça: começando por Zurique!

postal-zurique-frente postal-zurique-verso

Olá, pessoal!

Em 2014, aproveitei minha ida à Espanha para o casamento de uma amiga para dar um pulinho na Suíça e visitar minha amiga Aline. A ideia inicial era ficar só em Zurique, mas, chegando lá, resolvi explorar mais um pouco e fui para Berna e Lucerna. Portanto, dedicarei três posts à Suíça, um para cada cidade visitada, começando por Zurique! Muitos confundem, mas a capital do país é Berna e não Zurique, apesar dessa ser a mais populosa.

Foi um voo bem rápido (apenas duas horas) desde Madrid até Zurique com a companhia aérea Swiss . O transporte público em Zurique é sensacional! Impressionante como ele é interligado, sincronizado e pontual! Foi muito fácil chegar à casa dos meus amigos, Aline e Mike (casal querido que gentilmente me abrigou). Peguei o trem dentro do aeroporto (na bilheteria eles aceitam euro e também fazem câmbio de moeda )para a estação central (Haupbanhoff), onde peguei o tram (trem de superfície, como o nosso VLT) para o meu destino final.

Tram - trem de superfície
Tram – trem de superfície

Foram poucos dias, apenas quatro, mas deu para ter uma boa noção da cidade. Também não dá para ficar muito tempo, pois é uma cidade bastante cara. A moeda não é o Euro e sim o Franco Suíço.  A cidade é bem tranquila e dá para explorá-la facilmente, integrando caminhadas, pedaladas e transporte público. Mulheres que viajam sozinhas, como eu, podem turistar tranquilamente!

Comecei fazendo o free walking tour pelo centro da cidade, que começou e terminou na ParadePlatz, região dos principais bancos e onde se encontram todas as linhas do tram. Passamos pelos seguintes lugares:

  • Banholf Strasse – uma das principais ruas da cidade, cheia de lojas de luxo, sendo eleita a terceira rua mais cara do mundo, perdendo apenas para NY e Hong Kong;
  • Igreja Fraumünster – é a Catedral de Nossa Senhora, um monastério feminino, que chama a atenção pela belíssima ponta azul no topo da torre do relógio. Em seu interior, possui belíssimos vitrais de Marc Chagal;
 Igreja Fraumünster (Catedral de Nossa Senhora)
Igreja Fraumünster (Catedral de Nossa Senhora)
  • Igrejas Grossmünster (a catedral) e Wasserkirche – são igrejas protestantes, por isso não possuem muitos adornos, são em pedra com alguns vitrais e sem imagens de santos.
Catedral (Grossmünster )
Catedral (Grossmünster )
  • Colina Lindenhof – que tem uma vista bonita da cidade. O bairro de Lindenhof é um dos mais antigos da cidade e bastante rico em história. No topo da colina, tem uma pracinha bem agradável com uma fonte de água potável. Aliás, Zurique é repleta de fontes como essa. A água sai geladinha! Uma ótima economia, basta sair com uma garrafinha e ir enchendo pelo caminho!
Uma das centenas de fontes com água potável
Uma das centenas de fontes com água potável
  • Niederdorfstrasse – a rua mais badaladinha da parte antiga da cidade, com uma série de restaurantes, bares e lojas. Passamos por uns bequinhos bem legais.
Niederdorfstrasse
Niederdorfstrasse
  • Pontes – o rio Limmat corta Zurique e, para passar de um lado a outro, existem diversas pontes, das quais podemos destacar a Münsterbrück e a Rudolf-Brun-Brücke;
  • Igreja St Peter – é considerada a igreja mais antiga da cidade e, como não podia deixar de ser, já que a Suíça é super famosa pelos relógios, o que fica no topo da torre, segundo a guia do passeio, é o maior (em diâmetro) da Europa.
St Peter Kirche - Ig. São Pedro
St Peter Kirche – Ig. São Pedro

O tour caminhando foi ótimo para ter uma visão geral da cidade, mas depois dei um passeio por conta própria e aproveitei também o dia de folga da minha amiga Aline para conhecer Zurique com uma guia particular.

  • Bürkliplatz – parque construído às margens do lago, com uma belíssima orla, parques, aviários, piscinas abertas, e que funciona como um cais, de onde partem os barcos para passear pelo lago de Zurique. Tem uma fonte dentro do lago. É uma ótima opção para os dias de sol com temperaturas agradáveis. Consegui ir em um dia desse jeito, quando a orla estava lotada, com várias barraquinhas de lanches e com uma bandinha massa tocando. Fica bem movimentada no verão e sedia vários eventos e feirinhas;
Bürkliplatz
Bürkliplatz
Belíssimas flores na Bürkliplatz
Belíssimas flores na Bürkliplatz
Relógio de flores na Bürkliplatz
Relógio de flores na Bürkliplatz
 Fonte dentro do lago
Fonte dentro do lago
Calçadão da Bürkliplatz lotado
Calçadão da Bürkliplatz lotado
  • Bellevue -é uma praça que fica em frente à Casa de Ópera. Nela ocorrem os principais eventos da cidade. Inclusive tinha um festival acontecendo lá. Era para a tradicional queima do boneco Böög, cuja cabeça é queimada no dia 28/4 pelo pessoal das associações. Ele é colocado no alto de uma fogueira gigante. Se a cabeça demorar muito para queimar, significa que o verão na cidade será bem quente. Nas noites que antecedem o grande dia, umas bandas de jazz se apresentam no palco. Aline e eu compramos bebida e comida no supermercado Globus junto à praça (o Migros, outro que tem lá, não vende álcool), para fazer um pic nic enquanto curtíamos a música, já que um latão de cerveja lá no festival estava por CHF6.00 (cerca de R$18.00). Estávamos dispostas a ficar lá até mais tarde, mas, diferente dos festivais brasileiros, essa noite do jazz só durou 1 hora e meia, 22:00 a galera foi embora.
Show na Bellevue
Show na Bellevue
Bebidinhas na Bellevue
Bebidinhas na Bellevue
Boneco Boog
Boneco Boog
Fogueira para o boneco Böög
Fogueira para o boneco Böög
  • Opera House – a Casa de Ópera de Zurique fica em frente à praça Bellevue e é belíssima!
Casa de Opera de Zurique
Casa de Opera de Zurique
  • Rieterpark – um parque super agradável, bastante arborizado. É o maior de Zurique e, lá dentro tem o Museu Rietberg.
Rieterpark
Rieterpark
  • Passeio com bicicleta gratuita – dei sorte! Era o primeiro dia de bicicleta gratuita na estação de Enge, que fica perto da casa da Aline. Para pegar a bicicleta, tinha que fazer um cadastro, levando um documento e deixar um deposito de 20 francos suíços. Se não devolver no mesmo dia, eles cobram 10 francos de multa. A devolução tem que ser feita no mesmo lugar que pegou até as 21:30. Saímos pedalando. Paramos primeiro em um parque que fica um pouco fora da cidade (Allmend), depois voltamos pedalando pelas ruas em direção a parte Oeste da cidade. Fomos tomar um sorvete na Bellevue. Partimos para o parque que fica atrás da estação central (Hauptbahnhof) e depois sentamos em um barzinhos as margens do Limmat para umas cervejas. Essa área, no verão, fica lotada e as pessoas ficam tomando banho no rio. A diversão da galera é flutuar nele.
Passeio com a bicicleta gratuita
Passeio com a bicicleta gratuita
Passeio de bike pelo parque Allmend
Passeio de bike pelo parque Allmend
Parque Allmend
Parque Allmend
Cervejinha às margens do Limmat
Cervejinha às margens do Limmat
  • Langstrasse” – na parte Oeste da cidade, região mais movimentada, com vários barzinhos. Conhecida também como uma região de prostituição. Mas até nisso os suíços são discretos, pois você não percebe, já que as prostitutas não ficam nas esquinas como no Brasil. Ficamos bebendo ( a bebida que compramos no supermercado) em uma praça em frente a um barzinho. A praça estava cheia de gente fazendo o mesmo, tinha até mesa de ping pong pra galera.
  • Outback Lodge – fui com a Aline e o Mike para o aniversário de um amigo dele nesse restaurante. Estava tendo uma promoção, pagava 16.90 francos suíços (cerca de R$50.00) e comia a vontade. Pedimos umas asinhas de frango com batatas. Uma delícia, mas não conseguimos comer mais que isso, já que o prato era gigante!
Asinha de frango com batatas do Outback
Asinha de frango com batatas do Outback
  • Restaurante Swiss Chuchi – foi indicado como um dos melhores restaurantes para provar o típico Raclette suíço. Raclette é um tipo de queijo, mas também um prato típico da Suíça. Nesse restaurante eles trazem um saco com batatas quentes e uma racleteira, um tipo de chapa onde colocamos os queijos e os demais acompanhamentos (pickles, tomates…) para assar. Não achei nada demais e o preço foi absurdo! O equivalente a 26 euros, ou seja, mais de R$90,00. Esperava melhor! Mas valeu a experiência. Meus amigos que moram lá me disseram depois que a melhor forma de comer raclette é em casa com os amigos!
Restaurante Swiss Churchi
Restaurante Swiss Chuchi
Raclette
Raclette

Foram quatro dias muito legais! Na hora de ir para o aeroporto, confiei na pontualidade do transporte público suíço e no livreto do transporte, e deu certo mesmo! Meu vôo era às 7:05 e o ultimo check in às 6:25. O primeiro tram para a estação de trem era às 5:22 e foi esse que peguei! Cheguei à Hauptbahnhof e peguei o trem das 5:38 para o aeroporto, chegando lá às 5:55, exatamente como estava no livreto. Na Suíça todo mundo tem o aplicativo do transporte público. Você vê a galera no ponto conferindo a que horas passa cada um. E eles chegam na hora! Se algum atrasar 1 minuto sequer, eles já comentam com a pessoa do lado, achando um absurdo! Exemplo a ser seguido! Assim fica fácil se programar! Bom… Aí deu tudo certo e peguei meu voo de volta para a Espanha!

Até a próxima!

SITES ÚTEIS:

https://www.zuerich.com/en

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