Barcelona de Gaudí

Olá, pessoal!

Continuando meus relatos sobre Barcelona, chegou a vez de apresentar as minhas impressões sobre a “Barcelona de Gaudí”. Assim como nos outros posts dessa série, farei um mix das experiências e das fotos das duas viagens que fiz à cidade espanhola, capital da região da Catalunha, sendo a primeira no inverno de 2006 com duas amigas mochileiras e, a segunda no verão de 2010 com minha mãe. Pensei duas vezes em colocar as fotos antigas, pois não, só eu, como minhas amigas, estávamos meio “rechonchudas”, principalmente em 2006, após 8 meses vivendo em Londres com uma dieta totalmente desregrada. Mas o que me consola é que só melhoramos com o tempo! ahahah

Mari e eu hoje

Esse é o segundo dos três posts de Barcelona. No primeiro eu falei das atrações que ficam na rota desde a Praça da Catalunha até a Vila Olímpica, passando por famosos pontos turísticos, como Las Ramblas e a praia de La Barceloneta. E no último apresentarei os locais que visitei na região da Praça Espanha e do Montjüic, além das minhas aventuras na noite de Barcelona.

Antoni Gaudí foi um famoso arquiteto catalão, nascido na metade do século XIX e que, no início do século XX, tornou-se um ícone do Modernismo da Catalunha e hoje, graças as suas obras, é reconhecido mundialmente. Ele era um apaixonado, não somente pela Arquitetura, mas também pela natureza e pela religião, o que se refletia em seus projetos. Em suas obras ele usava uma mistura de técnicas, tais como aplicações de pedaços de cerâmicas (trencadís, uma espécie de mosaico), vitral, ferro forjado e marcenaria. Sete delas se tornaram Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco: Casa Batlló, Casa Vicens, Casa Milá (La Pedrera), Palau Güell, Park Güell, a fachada da Natividade e a cripta da Sagrada Família e a Cripta da Colônia Güell.

Consegui visitar boa parte dessas obras, como mostrarei a seguir.

  • Basílica da Sagrada Família – é uma igreja nada convencional que reflete a individualidade e a originalidade da cidade. A construção foi iniciada em 1882 por Antonio Gaudí, que faleceu em 1926, antes de ver sua obra pronta, e cujo corpo está enterrado em sua cripta. Ela ainda não ficou pronta e é um eterno canteiro de obras que abusa de formas geométricas naturalista.
Igreja Sagrada Família – um eterno canteiro de obras (2010)
Torres da Igreja Sagrada Família (2010)

Uma de suas fachadas é conhecida como “Fachada da Paixão”, por contar a Paixão de Cristo, a qual foi finalizada na década de 1980 por Josep Maria Subirachs e possui figuras esculpidas em formas angulares e, às vezes, sinistras.

Fachada da Paixão (2006)
Imagem de Cristo crucificado na “Fachada da Paixão” (2006)

A Fachada da Natividade é a mais completa parte da igreja e possui cenas que representam a fé, a esperança e a caridade. Possui cenas do nascimento e da infância de Cristo, além de pombos representando a congregação.

Fachada da Natividade (2006)

O projeto previa 12 torres sineiras, uma para cada apóstolo, mas só foram construídas 8. No topo foram colocados mosaicos “venetinos”. A visita permite subir nas torres, seja pelos milhões de degraus de escada em espiral ou por elevador. Fui pela escada!

Vista a partir de dentro de uma das torres sineiras da Sagrada Família (2006)

No templo expiatório da Sagrada Família tem o museu com maquetes, fotos, projetos e os objetos decorativos, além da oficina de modelistas.

Desenho da fachada principal da Sagrada Família (2006)
Foto mostrando a estrutura metálica dos pilares da igreja (2006)
Foto mostrando a estrutura metálica dos pilares já concretada (2006)
  • Parque Güell – fomos caminhando, com direito a uma mega subida, desde a Basílica Sagrada Família até esse parque, que é a criação mais colorida de Gaudí. Sua construção, encomendada pelo empresário Eusebi Güell, teve início em 1900 e ficou pronta cerca de catorze anos depois. No início era um parque privado, mas, como não deu muito lucro, foi vendido à Prefeitura de Barcelona em 1922, e logo se tornou um espaço público. O Parque possui construções cheias de curvas e repletas de cores com seus mosaicos cerâmicos coloridos.
Subida para o Parque Güell (2010)
Parque Güell (2010)

Na chegada ao parque, passamos por dois pavilhões, que são duas construções com formato orgânico, em alvenaria de pedra com suas cobertas compostas por abóbadas revestidas por mosaicos cerâmicos coloridos (trencadís).

O Pavilhão Menor destaca-se pela grande janela de ferro com vidro na sua fachada principal e pela torre helicoidal com 30 m de altura revestida com um mosaico xadrez branco e azul feito em cerâmica. Era uma casa de morador e hoje serve para visitação e tem um mirante na base da torre.

Pavilhão Menor do Parque Güell (2006)

O Pavilhão Maior, era a moradia do porteiro do parque, mas atualmente sedia uma parte do Museu de História de Barcelona (MUHBA), o que eu não sabia, por isso só tirei foto por fora mesmo.

Pavilhão Maior do Parque Güell (2010)

A entrada principal possui uma escadaria limitada por muros revestidos de mosaicos cerâmicos coloridos (trencadís) quem leva ao Salão das 100 colunas (Sala Hipostila). Ao longo dela, foram construídas três fontes também revestidas com os trencadís cerâmicos. A mais famosa de todas é a terceira, conhecida como El Drac, por causa da escultura multicolorida do réptil, que  se assemelha a uma salamandra.

Uma das fontes da escadaria de Entrada do Parque Güell, com o pátio das 100 colunas ao fundo (2010)
Fonte com o réptil El Drac na entrada do Parque Guell (2006)

No Parque Guell tem o Salão das 100 colunas (Sala Hipostila), um hall coberto com pilares e teto revestido por mosaicos cerâmicos e de vidro coloridos. Ele foi projetado para receber um mercado ao ar livre. Algumas colunas foram suprimidas e no teto, no lugar delas, foram feitas belíssimas rosetas coloridas, com o Sol representado nas quatro estações do ano. Sobre ele fica um pátio, ótimo para relaxar, a Praça Oval.

Teto do salão das 100 colunas (2006)

Sobre o salão das 100 colunas fica a Praça Oval, aberta e não pavimentada, que é mais conhecida como Teatro Grego, pois foi projetada para receber arquibancadas portáteis, transformando o espaço em um teatro no estilo grego. Ela é rodeada por um banco ondulado revestido pelos característicos mosaicos cerâmicos de Gaudí, e proporciona uma bela vista panorâmica da cidade.

Manú e eu descansando na Praça Oval (2006)
Banco ondulante na Praça Oval do Parque Güell com a vista da cidade ao fundo(2010)

Na pausa para o lanche no parque, encontramos esses 3 figuras arrasando na cantoria em troca de uns trocadinhos.

Trio de tocadores (2006)

Como havia o trânsito de carruagens pelo interior do parque para servir as casas, Gaudí teve que projetar, não somente vias, mas também viadutos. Ele teve a preocupação de criar esses viadutos com uma largura suficiente para a passagem independente de pedestres, usando pórticos, mas sempre com a preocupação de intergrá-los à paisagem. Ele usou pedras rústicas de diversos tamanhos e formatos. Uma dessas, foi o “Pórtico da Lavadeira“, com suas colunas inclinadas, parecendo um tubo de uma onda.

Mari, Manú e eu no Pórtico da Lavadeira (2006)

A Casa Museu Gaudí (Torre Rosa) foi construída em 1900 e adquirida por Gaudí, autor do projeto, em 1906, ainda conserva a estrutura que tinha quando o arquiteto lá morava. Hoje é um museu com obras e lembranças dele, que viveu lá até o final de sua vida. Guarda ainda móveis desenhados pelo arquiteto.

Casa Museu Gaudí (2006)
  • La Pedrera – “Casa Milá”, que é a famosa obra de Gaudí, com uma fachada ondulada e coberta com esculturas abstratas. Ela ficou pronta em 1906, após dois anos de obra, e foi projetada para ser a residência de Roger Segimon de Milà, mas logo virou atração turística. Apesar de eu não ter feito o tour por seu interior, isso é possível, podendo visitar, inclusive, o sótão e o terraço.
La Pedrera (2006)
  • Casa Batlló – Gaudí a projetou para o seu cliente José Batlló e a construção levou dois anos para ser concluída (1875 a 1877). Como todas as obras de Gaudí, não somente o seu exterior chama a atenção, mas a parte interna também. Atualmente é possível fazer a visita guiada por áudio em seu interior, o que eu não fiz, mas observar a fachada exótica já valeu muito!
Casa Batlló (2006)

Esse foi só um pouquinho da apaixonante Barcelona de Gaudí!! Espero que tenham gostado! Aguardem o próximo post!

Até mais!

 

SAIBAM MAIS:

Barcelona: da Praça da Catalunha até a Vila Olímpica

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