Altos e baixos para um turista em Bogotá -Colômbia!

Olá, pessoal!

Em novembro de 2014 viajei com a minha mãe para a Colômbia, onde passamos 10 dias. Visitamos três cidades: Bogotá, Cartagena das Índias e e a ilha de San Andrés. Chegamos ao país na capital, Bogotá, em um voo da Lan Colômbia (em parceria com a atual Latam), proveniente de Guarulhos, com duração de 3 horas e 20 minutos. Ainda no aeroporto Internacional El Dorado, fizemos o câmbio. A cotação estava péssima para o dólar, por isso resolvemos trocar real mesmo (R$1= 600 pesos colombianos), que também não estava nada bom. Como na maioria dos aeroportos, no desembarque aparecem diversas ofertas de táxi, os brancos são os de hotéis, que são mais caros. Pegamos um amarelo (comum),  tão seguro quanto e é bem mais barato. A corrida até o hotel deu 25000pesos, enquanto o táxi de hotéis cobrou 55000.

As minhas postagens sobre a Colômbia serão divididas em quatro. Neste primeiro, descreverei as experiências dos quatro dias que passei em Bogotá. Os seguintes irão relatar, nesta ordem, a visita à Catedral de Sal de Zipaquirá, as aventuras em Cartagena das Índias e a passagem rápida por San Andrés. Foi uma viagem cheia de experiências muito boas e outras ruins, irei relatá-las!

Em Bogotá ficamos hospedadas no Hotel B3 Virrey (estação Virrey do Transmilênio), na Zona Rosa, na parte mais moderna da capital colombiana. Ele é muito legal, tem um café da manhã maravilhoso e super variado, e o quarto é bastante confortável. A diária do quarto duplo custou 180.000 pesos (R$300,00), além do imposto (IVA) de 16% e o imposto hoteleiro. Porém, no check out eles devolveram o valor deste último, pois, disseram que estávamos há poucos dias no país. Achei estranho, mas adorei, pois eles devolveram mais de 80.000 pesos (cerca de R$130,00)!

Hotel B3 Virrey

O primeiro passeio que fiz foi a Zipaquirá para conhecer a Catedral de Sal, mas esse tour será descrito no post seguinte. Neste aqui irei tratar do passeio que fiz pelo Centro Histórico de Bogotá, dos restaurantes que frequentei, das áreas de comércio e de observações gerais sobre a cidade.

CENTRO HISTÓRICO E LA CANDELARIA

Tiramos um dia para passear pelo Centro Histórico, onde estão os edifícios do governo e alguns museus e pela região de La Candelaria, continuação da parte histórica e onde a cidade foi fundada.

Como estávamos hospedadas na Zona Rosa, mais afastada do centro, fomos de Transmilênio, um ônibus BRT (Bus Rapid Transit), que circula com faixas exclusivas. Ele funciona muito bem em Bogotá, e nos foi muito útil, pois é uma alternativa para evitar o trânsito caótico da capital colombiana. É como um metrô de superfície. Mas deve-se evitar os horários de pico, pois os ônibus ficam lotados.

Optamos por começar pelo Cerro de Monserrate e, para chegar lá,  pegamos a linha J do Transmilênio (J72), descendo na parada Las Águas.  Em seguida, caminhamos (uma boa subidinha) até a estação do funicular, que leva até o Monserrate. Durante a semana, funciona até o meio dia (checar os horários, pois variam de acordo com o dia da semana), depois só o teleférico mesmo, mas o ticket é o mesmo: para adulto custava 16.400 pesos (R$27,00) ida e volta e para maiores de 60 anos15.400 pesos (R$25,00). Aos domingos é mais barato. Ah! Para os atletas e para os mais disposto, é possível subir caminhando, mas resolvemos poupar nossas perninhas e usar os transportes: subimos no funicular e descemos de teleférico.

Funicular
Subindo no funicular
Mainha no alto do Monserrate com a estação do teleférico ao fundo
Teleférico

Após descer do funicular, ainda tem uma bela subida até a Basílica do Santuário do Santo Cristo Caído de Monserrate, que fica no topo do Cerro de Monserrate (3200m de altitude) e é bastante frequentada por turistas e, principalmente, peregrinos atraídos pela imagem do Cristo Caído. Lá ainda são celebradas missas.

Basílica do Santuário do Santo Cristo Caído de Monserrate
Interior da basílica do topo do Monserrate
Cristo Caído de Monserrate

O caminho até o topo é agradável, com belas paisagens e alguns pontos para tirar fotos panorâmicas da cidade de Bogotá.

Bogotá vista do alto do Monserrate

Em frente à estação do teleférico, pegamos um táxi para o Museu Botero, mas fomos muito mal tratadas e ele ainda tentou nos enrolar no troco, além de nos largar no meio do Centro Histórico. Tivemos que caminhar mesmo! No trajeto em direção ao Museu, passamos por alguns edifícios históricos, como o Palácio do Governo (Casa de Nariño), residência oficial do presidente da república e sede do governo colombiano.

Palácio do Governo

A caminhada não foi tão agradável, pois era uma subida, tinha muita sujeira nas ruas e éramos constantemente abordadas por ambulantes e pedintes.
O Museu Botero fica em um complexo de museus do Banco da República. A entrada é gratuita e têm várias obras de autoria do artista Fernando Botero e de outros pintores e escultores (mas todas do acervo de Botero). Desde que conheci as obras”rechonchudas” de Botero em uma viagem à Veneza em 2006, virei fã do artista, por isso não podia perder a oportunidade de conhecer suas obras. Estava doida para levar uns souvenirs, mas os preços estavam absurdamente caros.

Museu Botero
Pintura de Botero
Escultura do casal de gordinhos de Botero

COMES E BEBES

Adorei a comida típica colombiana, ela é bem substancial: muito feijão, batata, banana e carnes. Adorei as chips de banana da terra e as arepas (massa de pão a base de milho). Eles comem muito porco, mas facilmente se encontra frango e carne. Uma opção econômica e bastante fácil de encontrar é o menu do dia: uma sopa de entrada e o prato principal. Em Bogotá comemos um por 6800 pesos (R$11,00). A viagem foi um pouco corrida, mas conseguimos conhecer alguns restaurantes, uns mais badalados e outros mais simples. Não encaramos a vida noturna, mas, pelo menos, fomos a um barzinho em uma região badalada da cidade. Seguem os locais que frequentamos:

  • Plaza de Andres – é uma praça de alimentação gigante com diversos tipos de comidas, que fica no 3º andar do Shopping El Retiro. Escolhemos o churrasco, prato chefe do restaurante. Pedimos um mix de carne que vem com molhos e batatas e uma porção de chorizo com arepas. Pedi também uma porção de patacos, achando que eram as chips de banana da terra, mas era como banana amassada e frita, bem crocante. Provei a cerveja Club Colômbia, mas não gostei muito e achei cara (6400pesos a long neck, mais de R$10,00).
La Plaza de Andrés
Praça de alimentação La Plaza de Andres
Jantar La Plaza de Andrés
  • Restaurante Andres Carnes de Res DC – fica também no shopping El Retiro. Tentamos reservar, mas não conseguimos e, quando chegamos estava lotado, por isso não conseguimos jantar lá, mas entramos para conhecer. São 4 andares e é bastante animado, parece um “restaurante-balada” e toca salsa.
Um dos ambientes do Andres Carnes DC
  • Restaurante Capibara 4carnes – é bem simples, mas com ótima comida. Ficava na esquina do Museu Botero, mas verifiquei que agora ele funciona em outro lugar (ver mapa). Provamos pratos típicos: Ajiaco (sopa de batatas com milho e condimentos, acompanhado de frango guisado, arroz branco e abacate); e uma “bandeja de paisa” (uma bandeja com 8 ingredientes: feijão avermelhado e grande, ovo frito inteiro, arroz branco, carne moída, abacate, torresmo de porco, banana da terra cozida e frita e lingüiça). Os pratos foram bem servidos e por um preço ótimo: 9.000 pesos (R$15,00) o Ajiaco e 18.000 (R$30,00) a bandeja de paisa).
Almoço no restaurante Calbara 4carnes
  •  La Esquina De LA MONA Gourmet -Churrascaria ao lado e Forever 21 da Calle 82. Comida gostosa e o preço também era bom.
  • Zona T – é uma área de barzinhos no formato de “T” no meu da Zona Rosa, bastante agradável e com vários bares e boates legais. Nos sentamos no bar The Beer Lounge, comemos umas empanadas e provei a cerveja Club Colômbia Roja.

COMPRAS

Bogotá não é o melhor lugar para compras, pois é tudo muito caro. Mas vale a pena o passeio pelos centros comerciais, que é como eles chamam os shopping centers. Os shoppings Retiro e Andino, ambos na Zona Rosa, são bem legais e, ao redor deles, na Calle 82, têm várias lojas: Forever 21, Zara, Bershka, Guess, Nike, dentre outras. Vale o passeio!

O Centro comercial Hacienda Santa Bárbara, no bairro de Usaquen, é conhecido por suas lojas de artesanato e antiguidades, mas estava bem vazio e com algumas lojas fechadas. Perguntamos e disseram que era sempre assim. Ele é bem grande, mas com várias lojas locais e pouco conhecidas. Apesar de ser Black Friday, os preços não estavam muito convidativos. Têm muitas lojas de bolsas e botas de couro, algumas com bons preços. Não recomendo muito esse Shopping. A recepcionista do hotel falou para irmos de Transmilênio, o que não foi tão legal, pois teve muita baldeação (estações Portal del Norte e Pepe Sierra), mas voltamos de táxi e foi baratinho (6600 pesos=R$11,00)

O bairro de Usaquen aos domingos fica repleto de feirinhas, a mais famosa é a do Mercado de Pulgas, na Carrera 5 com a Calle 119 B, com diversas barraquinhas de artesanato, antiguidades, comidas, roupas, bijuterias e outros produtos. Mas não conseguimos ir a nenhuma.

OBSERVAÇÕES GERAIS

Bogotá me surpreendeu bastante, por motivos bons e ruins. Fiquei encantada pela parte Norte da cidade, mais especificamente a Zona Rosa, onde fiquei hospedada, e pelo sistema de transporte público de Bogotá, o Transmilênio. Gostaria de voltar para explorar melhor essa área.

Em contrapartida, não gostei do Centro Histórico, pois, apesar das belas edificações, achei uma área pouco segura e muito suja. Além disso, achei tudo muito caro, principalmente os passeios e os souvenirs, a estrutura turística da cidade ainda é precária, e muitos ainda têm aquela mania de querer enrolar e de ter vantagens sobre os turistas, principalmente os taxistas. De modo geral, assim como muitas cidades brasileiras, a capital colombiana ainda não está muito estruturada para receber turistas.

Como dica final, antes do check in no aeroporto, é preciso passar em um guichê para pegar o “timbre nacional”, um carimbo de saída e um papel dizendo que está isento de impostos. Foi lá ainda que descobri que compras de calçados e eletrônicos, por exemplo, com cartão de crédito e de débito (em dinheiro não!), com valor superior a cerca de  285.000 pesos, dão direito ao reembolso da taxa do IVA.

Bom, pessoal! Espero que as dicas tenham sido úteis! Aguardem os próximos posts com mais relatos da Colômbia!

SITES ÚTEIS:

http://www.colombia.travel/pt/para-onde-ir/andina/bogota

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