Templos, muay thai e compras em Chiang Mai – Tailândia

Olá pessoal!

Após doze horas viajando em um trem noturno, desde Ayutthaya, chegamos de manhã cedo à estação de trem de Chiang Mai e fomos recebidas por um clima frio, bem diferente do calor que fazia em Bangkok e em Ayutthaya. As baixas temperaturas se devem ao fato de a cidade estar em uma região montanhosa.

No século XIII, ela era uma cidade dentro de muros e rodeada por um fosso. Atualmente, ela é considerada a capital espiritual do país, pela alta concentração de templos, e também é a segunda maior cidade da Tailândia, o que é difícil de acreditar se você ficar somente dentro da cidade amuralhada.

Como tínhamos apenas dois dias, fizemos um roteiro bem intenso. No dia da chegada, visitamos templos, fizemos compras no Night Bazaar e assistimos a lutas de muay thai. No dia seguinte, passeamos pela cidade e fomos ao santuário de elefantes. Reservei dois posts para Chiang Mai, um para cada dia. Seguem os locais visitados no primeiro dia:

  • Wat Phrathat Doi Suthep – é um templo belíssimo que fica no topo de uma montanha (por isso é conhecido como “Templo da Montanha”), com uma vista panorâmica da cidade. Do final do século XIV, quando foi construído, até a terceira década do século XX, ele era totalmente isolado, pois não tinha estrada até lá.

Para ir para o templo, fomos até Chang Puak, o portão Norte da cidade amuralhada, onde pegamos o “mini-bus” com o nome Doi Suthep. O que eles chamam de “mini-bus” é, na verdade, uma caminhonete com a caçamba coberta. É o transporte mais comum por lá. Eles dizem que tem que fechar a lotação do carro, que é de 10 pessoas, mas, como estava demorando muito para encher, saímos com 9 mesmo. A viagem dura um pouco mais de 40 minutos e custa 100Bahts (R$10) o trecho por pessoa.

Nosso transporte para o templo Doi Suthep
Galera apertadinha no “mini-bus”

Antes de subirmos para a entrada do templo, paramos para fotos em alguns altares próximos da parada dos transportes. Achamos interessante porque não eram de Budas, como nos outros templos que visitamos. Tem, por exemplo, imagens de monges.

Imagem de um monge em um dos altares da subida para o Doi Suthep

A subida até chegar ao templo não é para qualquer um, apesar de ser em uma linda escadaria! São centenas de degraus com corrimões em formato de cobras. Li que essas cobras são Nagas (“cobra rei”), da mitologia hindu, e simbolizam a proteção.

A escadaria para chegar à entrada do templo

No começo da escada, encontramos uma menininha, que acreditamos ser tailandesa, toda arrumadinha, trocando poses e sorrisos para fotos por dinheiro.

Menininha tailandesa (eu acho) posando para foto em troca de dinheiro

Até o topo da escada, é possível circular sem pagar ingresso. Somente lá em cima tem a bilheteria e o ingresso custa 30Bahts (R$3).

Vista do topo da escadaria
Entrada do Wat Phrathat Doi Suthep

Quando entramos ficamos impressionadas pela beleza do lugar e pela riqueza de detalhes! Principalmente na parte central, onde fica a Pagoda, com construções e elementos decorativos em um dourado belíssimo! Foi uma overdose de fotos! Ouro! Ouro! Muito ouro!

Pagoda e elementos decorativos com um dourado de impressionar

Além disso, por todos os lados, você encontra imagens de Buda em posições variadas e feitas de materiais diversos! Tem até um Buda de Esmeralda (não sei se é da pedra original)!

Buda de “Esmeralda” no Wat Phrathat Doi Suthep
Mais Budas

Além dos monumentos, das belíssimas construções, o templo possui ainda espaços para meditação e um mirante que proporciona uma vista panorâmica de Chiang Mai.

Riqueza de detalhes nas construções do templo
Monumento do elefante branco
Vista panorâmica de Chiang Mai, a partir do mirante do Doi Suthep
  • Wat Chiang Man – a parte de Chiang Mai que fica entre muros é repleta de templos. Em nossas caminhadas, dentre vários outros que observamos, resolvemos entrar neste. Não há cobrança de ingresso. Assim como os demais, é rico em detalhes e tem muito dourado. O interior tem muito vermelho e o altar, confesso que achei um pouco “over” (heheh, coisa de arquiteta!).
    Riqueza de detalhes na fachada do templo
Altar

Ele não é muito grande e tem um jardim com banquinhos, ideal para descansar em meio à caminhada. Nesse jardim encontramos um monumento belíssimo. Acredito que era uma pagoda. Sua base era em pedra, com alguns elefantes, e o topo todo dourado.

Monumento que se destaca no jardim
  • Restaurante John’s Place – como a “andança” foi grande, precisávamos de um pit stop. Escolhemos esse restaurante, indicado por nossa amiga Madú (@galeriadeboa). Ele fica perto do Tha Phae Gate e tem um “rooftop” de onde pode-se observar o canal que passa no lugar do antigo fosso da cidade amuralhada e o movimento das ruas.
  • Restaurante John’s Place
    Rooftop do restaurante John’s Place

    O cardápio é bem variado e os preços são razoáveis (pra o padrão tailandês, mas para o Brasil é muito barato). Pedi um frango com castanhas e uma porção de arroz a parte. Estava uma delícia! A minha parte da conta ficou por 200 Bahts (R$20) e incluiu a comida e a cervejinha!

  • Frango com castanhas e arroz
  • Provamos a cerveja Leo, bastante popular no país
  • Night Bazaar – após comermos, pegamos um tuk tuk para o Night Bazaar, que fica perto do Tha Phae Gate. É uma feira imensa que ocorre todas as noites no mesmo lugar a partir das 18:30 até meia noite. Mas aos domingos deve ser diferente, pois o nome muda para Sunday Market. A rua principal fica repleta de barraquinhas de produtos diversos (roupas, artesanatos, elementos para decoração, entre outros) em ambos os lados da via, mas não se restringe a isso. Ele é composto também por grandes mercados que congregam as barraquinhas e praças de alimentação, como o Kalare Night Bazaar.
  • Kalare Night Bazaar

    Os preços são ótimos, mas é preciso pechinchar muito, já que não podemos esquecer que é um atração turística. Infelizmente, só tínhamos uma hora e meia lá. Eu não consegui comprar muita coisa (não sou muito boa nisso), já minhas amigas fizeram ótimas compras! Quem for passar mais tempo na cidade, recomendo ir ao Night Bazaar duas noites. Apesar de que, aos sábados, em outra parte da cidade, tem o Saturday Market, também bastante famoso, mas que não visitei, por isso não sei dizer se realmente é bom.

  • Boxe Tailandês (Muay Thai) – fechamos a noite com lutas de Boxe Tailandês ou Muay Thai, como é mais conhecido no Brasil. Optamos pelo estádio do Tha Phae Gate, pois era mais perto do nosso hotel. A entrada custou 400 Bahts (R$400), era a mais barata, mas ficamos em um espaço de mesas com uma ótima vista para o ringue e com o atendimento de um garçom.
Estádio de Boxe Tailândês em Tha Phae Gate
  • Foram diversas lutas, começando com crianças, seguidas de mulheres, depois uns jovens lutadores, terminando com uma luta internacional (a principal).
    Luta de crianças
    Luta feminina
    Massagem tailandesa no intervalo

Antes da luta principal, teve uma “luta de comediantes (foi bem engraçado). Foi legal para conhecer, mas, apesar de serem lutas verdadeiras, achei meio fraco e muito mais para turista ver.

  • Disputa do cinturão (luta principal)

    HOSPEDAGEM

Ficamos hospedadas no The Corner Inn dentro da cidade amuralhada, perto do Tha Phae Gate, com uma ótima localização e um ótimo custo benefício. Também não fica muito longe da estação de trem de Chiang Mai, cerca de 10 minuto de “mini-bus”, o que nos custou 100Bahts (R$10) por pessoa.

Fachada do The Corner Inn

Pegamos dois quartos duplos com banheiro privativo e muito confortáveis! A diária de cada quarto custou apenas 550Bahts (R$55)! Apesar de não servirem café da manhã, na recepção eles deixam uma mesa com café, chá, algumas frutas, pães, manteiga e geleia, ou seja, um café 24h! É um hotel simples, mas bem arrumadinho. Recomendo, mas não para os que viajam com malas pesadas, pois não tem elevador e sim uma bela escadaria. Ficamos no 4º andar e o moço não se ofereceu para nos ajudar a subir com as bagagens!

Recepção e mesa de café do The Corner Inn
Quarto duplo

Deu para perceber que foi um dia bem intenso, mas foi necessário, devido ao pouco tempo que tínhamos. Continuem acompanhando os posts e até a próxima!

LEIA MAIS:

18 dias em terras tailandesas, começando pelos templos de Bangkok!

Comidas de rua, comprinhas e mais um pouco de Bangkok – Tailândia

Uma tarde em Ayutthaya, a antiga capital tailandesa

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