O desafio de preparar uma viagem independente para o Japão

Olá, pessoal!

Em maio de 2018 encarei mais uma aventura pelo continente asiático, tendo como meu destino inicial e principal o Japão. Acabou que, a medida que fui pesquisando as passagens, o roteiro foi surgindo e, ao final, ganhou outros destinos: Hong Kong, Macau, Coréia do Sul, com direito a um pit stop no Canadá na ida e na volta, para aliviar um pouco o cansaço das várias horas de voo. Minha mãe me acompanhou, mais uma vez, nessa empreitada!

Essa foi a viagem mais trabalhosa para organizar, desde a busca por passagens, até a montagem do roteiro, passando pelo visto e o pela compreensão dos meios de transportes em cada país. Como não é uma viagem muito econômica, tive que pesquisar bastante para não deixá-la tão cara!

Os relatos de cada destino dessa viagem já foram publicados e os links dos posts estão ao final deste. Esse aqui foi reservado para passar para vocês como foi a fase preparatória da viagem, incluindo a compra das passagens, a escolha da hospedagem, a obtenção do visto e o passe de transporte japonês.

PASSAGEM AÉREA

Muitos me perguntam como faço para comprar passagens mais em conta. Já foi mais complicado, mas hoje com os sites de busca de passagens, ficou bem mais simples. Utilizo o Skyscanner que faz a busca em diversas companhias aéreas  e em outros sites de vendas de passagens. Além disso, é possível cadastrar alertas, de modo que recebo avisos em meu e-mail sobre os preços das passagens dos destinos e períodos que cadastrei.

Outra funcionalidade é a opção de multi-destinos, ou seja, você pode pesquisar passagens com diversos destinos ao mesmo tempo. Nessa viagem eu usei essa função, já que o meu roteiro foi: Maceió – São Paulo – Toronto – Hong Kong – Tóquio – Seul – Tóquio – Toronto – São Paulo –  Maceió. Foi bastante trabalhoso, mas valeu a pena.

Uma importante dica para as viagens com vários destinos é tentar trechos com “stop-over”, que permite que você “quebre” a passagem para ficar alguns dias em determinado destino sem custo adicional. E foi dessa forma que ficamos em Toronto (Canadá) dois dias na ida e dois na volta.

E como consigo isso? Como eu queria ir para Tóquio, fiz a busca partindo de São Paulo. Em seguida, verifiquei onde cada voo fazia conexão. Foi quando vi que o voo da Air Canada, em pareceria com a ANA,  fazia conexão no Canadá (na cidade de Toronto) e em Hong Kong, dois lugares que eu ainda não conhecia. O passo seguinte foi refazer a busca, com a opção multi-destino, incluindo Toronto e Hong Kong como trechos intermediários. Foi quando constatei que, ficando dois dias em Toronto e quatro dias em Hong Kong não alteraria o valor da passagem. Fiz o mesmo procedimento para o voo de volta (parando apenas em Toronto) e também não houve alteração na passagem. Isso mudou minha vida! ahahah! Agora, toda vez que vou viajar, tento encaixar um stop over!

Para Seul (Coreia do Sul) não rolou stop over, daí comprei os trechos de ida e volta desde Tóquio (Narita), pela Air Seoul.

Chegada ao Aeroporto de Incheon – Coreia do Sul

Atenção! Antes de proceder ao pagamento da passagem, é importante fazer a busca diretamente no site da companhia aérea para comparar qual a opção mais vantajosa. Quando a compra é feita no site das companhias aéreas, o valor é pago em moeda estrangeira e no cartão de crédito, sem parcelamento. O Skyscanner dá a opção de comprar por meio de outros sites que vendem as passagens em Real e, algumas vezes, parcelam no cartão de crédito. De vez em quando sai mais barato comprar nesses sites intermediários, que são como agências de viagens, mas tem que ficar ciente que, em caso de problemas com a passagem, você terá que se resolver com a agência e não com a companhia aérea. Exemplos de sites intermediários: Submarino Viagens, E-dreams e Maximilhas.

E foi assim, fazendo várias simulações de destinos e de datas que cheguei ao roteiro dessa viagem pela Ásia. No começo, eu só sabia que queria ir para o Japão e, ao longo das buscas de passagens, fui descobrindo destinos que se encaixavam no meu orçamento e que estavam na minha lista de desejos. Querem saber quanto ficou o meu combo de passagens? Acreditem! Saiu tudo por R$ 5.390,64 ! Lembrando que esse foi o valor total para esses trechos: Maceió – São Paulo – Toronto – Hong Kong – Tóquio – Seul – Tóquio – Toronto – São Paulo –  Maceió. Ficou muito mais barato que as cotações que fiz em agências de turismos. Mas, para quem prefere a praticidade, acho melhor comprar pacotes de agência mesmo, pois, como viram, deu bastante trabalho! Confesso que gosto!

Chegando ao aeroporto de Narita – Japão

HOSPEDAGEM

Quando fui para a Tailândia, aprendi que na Ásia o Booking e o Airbnb não são os melhores sites para a busca de acomodação, mas sim o Agoda, com uma maior variedade e preços mais em conta. Foi por ele que busquei os hotéis de Hong Kong, de Seul e das cidades do Japão.

Conforme relatado no post de Tóquio, na capital japonesa nos hospedamos em “hotéis cápsula”, que já existem no Brasil, mas ainda não são muito comuns. São hotéis onde os quartos são cabines e os banheiros são compartilhados. Particularmente, eu adorei! Ficamos em dois muito legais!

Cabines no Shinjuku Kuyakusho-mae Capsule Hotel

Minha cabine no Shinjuku Kuyakusho-mae Capsule Hotel

 

Adorei minha cabine e o pijama com sandalinha que eles fornecem!
Cabines no Centurion Hotel Cabin Tower em Asakusa

 

VISTO

Confesso que fiquei um pouco decepcionada com a forma de aplicação para o visto japonês, achei um processo arcaico. É preciso ir até um consulado japonês duas vezes, sendo uma para entregar a documentação e a outra para pegar o passaporte com o visto e efetuar o pagamento da taxa. Acontece que não tem consulado em todos os estados brasileiros. Na região Nordeste, onde vivo, só tem o que fica em Recife. Portanto, tivemos que fazer dois bate e volta Maceió-Recife, enfrentando quase 8 horas de estrada em cada um, sem contar com o valor do combustível! Imagine para quem mora em cidades mais afastadas!

Vou fazer um breve passo a passo de como eu fiz para tirar o visto japonês:

1- Pesquisei nos blogs de viagens sobre o procedimento para obter o visto, pois  o site do Consulado não explica bem, apenas apresenta a lista de documentos e os formulários;

2- Fiz algumas ligações para o Consulado, mas sempre me mandavam pesquisar no site;

3 – Peguei a lista de documentos no site e comecei a separá-los;

4 – Montei um roteiro preliminar e defini as acomodações, visto que, um dos documentos que eles exigem é o cronograma de viagem com os locais a serem visitados, com as respectivas datas e os detalhes dos locais de hospedagem;

5 – Como ficaríamos hospedadas na casa de uma amiga, precisei que ela preenchesse a Carta Convite, assinasse, carimbasse (eles possuem um carimbo em japonês) e me enviasse por e-mail;

6-Preenchemos o formulário de pedido de visto, que, apesar de estar disponível no site em formato editável, ele não permite que os dados sejam salvos, ou seja, tem que preencher e imprimir, caso contrário, tudo que foi escrito será perdido. Também é possível imprimir o documento em branco e preencher a mão;

7 – Com a documentação completa, minha mãe e eu fomos até o Consulado em Recife, que funciona de segunda a sexta das 08:30 – 12:00 e de 13:30 – 17:00. Lá foi bem rápido, pois não tinha muita gente para ser atendida. Eles conferem a documentação, nos entregam uma ficha com um número e avisam que, quando o visto estiver pronto, eles nos mandam um e-mail para que possamos retirá-lo no consulado;

8 – Cinco dias depois, recebemos o e-mail avisando que nossos vistos estavam prontos.

9 – Como eu havia apresentado uma autorização (no modelo do consulado) para a minha mãe pegar meu passaporte com o visto, ela foi a Recife e pegou os dois documentos e pagou a taxa de R$171, 00 para cada, pois solicitamos o visto de múltiplas entradas. O de entrada única custava R$86,00 (conferir valores atualizados no site). O pagamento era apenas em dinheiro e tinha que levar o valor exato.

Meu visto japonês

É um processo relativamente rápido, apesar do método antiquado. O pedido só pode ser feito próximo à viagem, em, no máximo, três meses antes dela, sob pena de perda da validade.

Muito diferente do visto para o Canadá, totalmente online, e que chegou ao meu e-mail em  poucos minutos após cadastrar meu cartão de crédito para o pagamento da taxa de 7 dólares canadenses.

TRANSPORTE

Os transportes internos no Japão são bem caros e, para quem vai passar mais de 7 dias no país e pretende explorá-lo, não se restringindo a apenas uma cidade, vale a pena fazer as contas e comprar o Japan Rail Pass (JRP), um passe para turistas que dá direito a se deslocar pelo país de trem, incluindo alguns trechos de ônibus também.

Meu passe JRP

Acontece que esse passe não pode ser comprado no Japão, é preciso comprar antes de chegar lá. A agência que vende o JRP mais próxima de Maceió também fica em Recife, por isso aproveitamos a ida para retirar o visto para comprar nossos passes. Não tinha como ir antes, pois, para emitir o passe é preciso apresentar o visto japonês. Eles nos cobraram U$291 (RS1.035,00), porém o pagamento só podia ser feito em Reais, com a cotação do dólar do dia (câmbio péssimo, por sinal) e em espécie ou por transferência bancária. Mais uma vez, um processo arcaico!

Você já sai com o voucher, mas tem que trocar pela passagem no Japão (ativamos na estação de Ueno em Tóquio) quando for usar pela primeira vez. Mas fiquem atentos para não desperdiçar o passe com trechos mais baratos, a não ser que fiquem menos de 7 dias. Sugiro abusar dos trens e dos ônibus do JRP para fazer valer o investimento.

Todavia, não são todos os trens e ônibus atendidos pelo passe. É preciso estudar para entender como o passe funciona e a melhor forma de aproveitá-lo, especialmente em Tóquio. No metrô da capital, diferente do que estamos acostumados no Brasil, os valores das viagens dependem do destino e, na mesma estação, você pode utilizar tipos diversos de trens, alguns contemplados pelo JRP e outros não. Depois de um ou dois dias, você acaba aprendendo e entendendo melhor o mapa do metrô deles, mas, enquanto isso, o jeito é perguntar e rezar para achar alguém que consiga se comunicar bem em inglês e que seja didático! ahahahah

Mapa de metrô de Tóquio

Bom, espero que essas dicas tenham sido úteis! Tentei destacar aqui as minhas maiores dificuldades e o que achei mais interessante. Não deixem de ler os posts dessa trip. Tenho certeza que irão adorar! Os links estão todos abaixo!

Até a próxima!

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